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sábado, 6 de dezembro de 2014

O novo filme de James Bond e as redes sociais

Foi anunciado exactamente às 11h de 5ª feira passada, o nome e elenco do novo filme de James Bond, que deverá estrear em Outubro de 2015.

Chama-se SPECTRE e o elenco conta com Christoph Waltz, Dave Bautista, Rory Kinnear,  Ben Whishaw, Naomie Harris, Ralph Fiennes, Andrew Scott, Monica Belluci e, claro, Daniel Craig.

Para os fãs da série, nos quais me incluo, só o nome do filme - referência directa à organização terrorista que apareceu logo nos primeiros filmes do franchise (nomeadamente no Dr. No), com o seu lider, o arqui-vilão Ernst Starvro Blofeld (aquele que assassina a única esposa de Bond, numa cena inesquecível filmada por cá, nas curvas do Guincho) - são motivo de grande regozijo, assim como o novíssimo Aston Martin DB10, desenhado propositadamente para este filme.

Mas não é disso que falo aqui. O que quero ressaltar é a mestria com que a equipa da EON/MGM tratou a comunicação digital desta apresentação:

- Em primeiro, com diversos teasers nas redes sociais (especialmente no Twitter e facebook oficiais) a apontar a data e hora desta apresentação. Os teasers começaram a 007 dias da apresentação e todos os dias diminuía um número.


Teaser diário no Twitter e Facebook



- Em segundo com uma cobertura eximia do evento e pré-evento no twitter, com fotos, informações e teasers.

Imagem postada no twitter minutos antes da apresentação


- Depois, com um livestreaming da apresentação devidamente preparado e encenado, como "manda a lei"... com pre-credits, separadores, realização, apresentador, clips de filmes anteriores, histórias, curiosidades etc. 2.5M de pessoas assistiram em directo no Youtube.

Apresentação durante o Live


- E por último, com o teaser trailer do filme, a ser despoletado nas redes sociais nos segundos seguintes à sua apresentação em palco (segundos mesmo !)



E, ainda, o pós-evento com igual cobertura nas mesmas redes, com informações sobre o evento (a roupa dos actores, história, etc) e, obviamente, com o reprise do video da cobertura em directo.

Logo a seguir à apresentação...


Realmente isto não é para quem quer... é para quem sabe.


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

A justiça e a comunicação

Não era preciso muito. Uma salita, escusa de ser grande, com umas cadeiritas – podem ser do IKEA - um estrado e um púlpito, um sistema de som mediano e, obviamente, um Wi-Fi de acesso gratuito.

Não custa muito pois não? Não são milhares…

Depois, uma pessoa que, de tempos a tempos, venha contar um resumo do que se passa e do que se vai passar de seguida. Sem, obviamente quebrar o famoso segredo de justiça – que, como se sabe, é tipo “passador de chá”, mas enfim – essa pessoa pode trazer um comunicado, um ponto de situação, uma súmula dos acontecimentos, e uma previsão do que se vai passar de seguida.
Sim porque, quero crer, estas coisas tem planeamento, estruturação, regras. Sabe-se oq ue se vai fazer de seguida. E não se quebra o segredo de justiça, creio, por dizer que o interrogatório ainda não começou ou se o arguido vai ficar para jantar…

Como já devem ter percebido falo de uma realidade alternativa àquela que, a cada minuto, nos entra pelos olhos dentro via comunicação social media. Falo da cobertura mediática dos casos de justiça.

Não seria mais fácil fazer um pequeno investimento nas condições de trabalho e regulamentação da cobertura noticiosa do que se passa nos tribunais, principalmente em casos do chamado high-profile?

Que espectáculo absurdo e medieval damos a todo o mundo quando, em casos como o de Sócrates, vemos os jornalistas a especular, opinar, inventar por vezes, histórias do que se poderá estar a passar e como e porquê e com quem, e a espreitar pelas frestas das janelas, pelo gradeamento das garagens e pelos vidros escurecidos dos carros.



Foto da revista Visão, tirada pelo gradeamento do portão da garagem


Não era mais simples, menos amador e mais crescidinho ter um departamento de comunicação do Campus de Justiça, onde profissionais viessem falar com os media, dar pontos de situação periódicos e informações relevantes – as que se possam dar, bem entendido – num espaço com as devidas condições para que os profissionais possam relatar os factos?

É preferível esta guerra surda de informação entre a justiça e a comunicação social, este jogo das escondidas, este permanente “condicional” no que é dito e mostrado, este espectáculo deplorável que temos vindo a assistir?

Já chega o prato em si, não é necessário juntar condimentos (neste caso pimenta…)


Edit: P.S - Este post tem pouco de digital... mas compensa em mero bom-senso, não? ;)



segunda-feira, 29 de setembro de 2014

O caso #BENDGATE e a oportunidade para as (outras) marcas.

Toda a gente sabe o que se passou com o novo iPhone 6, principalmente a versão Plus. É que parece que colocado no bolso de trás das calças e fazendo pressão, simplesmente o telemóvel, cuja finíssima caixa é feita de alumínio, dobra!

Dobra e já não volta ao lugar!

O vídeo abaixo em que se pode ver um iPhone 6 a ser dobrado pela simples força das mãoes, de Lewis Hilsenteger, um expert que mantem um canal de youtube dedicado a hardware, já teve mais de 44 milhões de visualizações.





A Apple já veio dizer que, dos mais 10 milhões de aparelhos já vendidos, apenas tiveram 9 casos em que aconteceu esta questão. A marca tem-se desdobrado, nos últimos dias, em declarações sobre o assunto, lançando dados técnicos sobre os seus testes de pressão e até abrindo as portas do mesmo centro de testes à imprensa para verificarem a solidez do gadget, que afirmam ser “normal” para o tipo de equipamento que é.

Mas a desgraça de uns é a oportunidade de comunicação de outros. Assim que a hashtag #bendgate se tornou viral, pelos milhares de posts literalmente a gozar com a apple, notável foi o aproveitamento do hype de comunicação por outras marcas, para “cavalgar a onda”, demonstrar a sua elasticidade, atenção aos trends da actualidade, e até humor.

Foi o caso de alguns exemplos que deixo abaixo:

A LG diz que o telefone deles também dobra, mas de propósito...




A Kit Kat diz que o produto deles não dobra. Parte mesmo


A cerveja New Belgian diz que aquilo também acontece com o produto deles, quando fica no bolso



A Samsung diz que o produto deles é curvo, não dobrado



A Nokia alemã diz que o produto deles há muito que não dobra nem torce



A Heineken "solidariza-se" dizendo que o mesmo acontece também aos seu produtos.. .as caricas...

A HTC diz que o seu produto está testado contra este tipo de uso mais intenso...



Já há uns tempos, no caso do blackout durante a final de um jogo de baseball, as marcas demonstraram estar muito atentas ao que se passa, exactamente para estarem presentes nos trends dos social media e fazerem parte dos mesmos. A isto chama-se, a audácia da comunicação dos novos tempos.




P.S - Como se não bastasse, esta foi uma das mais negras semanas de sempre para a Apple, onde também tiveram de retirar do ar o update 8.0.1 para o seu sistema operativo, após 2 horas de ter sido lançado, simplesmente porque um bug provocava que os iPhones ficassem sem rede telefónica.

Há que diga que Steve Jobs deve andar às voltas onde quer que esteja…

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

De BES a Novo Banco, em duas horas

Não vou aqui falar da questão do BES /GES. Deixo isso para os inúmeros comentadores e pseudo-comentadores políticos e económicos.
Vou falar de planeamento de comunicação, e eficácia na mesma em situação de crise.

Eram 22:52 quando Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, anunciou oficialmente a criação do BES-bom e do BES-mau (notícia que já toda a gente sabia) e, questões económicas e financeiras à parte, deu a notícia da noite: Que o BES-bom se ia chamar “NovoBanco”.



Considerandos de marketing à parte no que se refere a este nome (e ainda mais à parte a questão, levantada pelo jornalista Paulo Querido, que já existirá essa marca desde 1994, pertença do BCP), o que relevo aqui é a rapidez e eficácia do que se seguiu.

Logo a seguir às 23:00, o novo Presidente Executivo do agora "Novo Banco" envia um comunicado às redacções a afirmar a solidez, confiança e segurança deste novo banco gerido pelo Fundo de Resolução bancária.

Logo a seguir é enviada uma mensagem interna aos colaboradores para os descansar, para afirmar os valores do novo banco e a exaltar o profissionalismo que se espera de cada um.

Logo a seguir, cerca de duas horas mais tarde, o site do BES muda para o site do “NovoBanco”.  E a imagem de capa é logo a do edificio sede do ex-BES, com aquele ar de solidez e imponência.




Isto chama-se planeamento. Não vamos pensar que foi tudo feito a correr e num instantinho. Não. Estava era tudo planeado. O nome, o site, a comunicação, o conceito.
Tudo cumpre os objectivos: serenar o público, acalmar os depositantes, acalmar o(s) mercado(s), conter o problema, enfim, positivar o prisma.

Parabéns ao Vítor Bento. Comunicacionalmente começa bem aquela que já foi apelidada da tarefa mais difícil da sua vida profissional.

terça-feira, 29 de julho de 2014

O Storytelling na comunicação

O Storytelling é uma das mais afamadas e bem sucedidas estratégias de content-marketing.

"Simplesmente” a marca cria uma história à volta do produto/serviço que quer divulgar, envolve o destinatário nessa história e desta forma passa conceitos, valores, identificações e, obviamente, a marca, quase como product placement ou simplesmente como motivo ou endorsment da história.

O Storytelling apela para a nossa imaginação, para as nossas memória colectivas e, mais ainda, para fazermos parte do conteúdo.

Os especialistas nestas coisas dizem que as estratégias de Storytelling se podem dividir em 4 categorias-base: A História-Simples, normal narrativa comum; a História Em Forma De Diário, onde acompanhamos as aventuras de um personagem com o qual nos relacionamos; a História Em Imagens onde o suporte são imagens que vão contando a tal narrativa; e a História Em Forma de Conversa, onde somos chamados directamente a interagir com a história e ajudar ao seu desenvolvimento;

Mas estratégias à parte, nada mais simples de passar conceitos como um infográfico. E foi exactamente isso que fez um marketeer brasileiro de seu nome H. Carvalho, do blog "Viver de Blog". Um infográfico para explicar o storytelling.

A ver abaixo:


quarta-feira, 11 de junho de 2014

O novo-velho marketing da Apple

Nestes tempos de outsourcing de tudo, nomeadamente nas àreas de Marketing e Publicidade, a Apple resolve revolucionar e voltar ao início.

Depois de décadas de parceria com a agência TBWA/MAL, as recentes ameaças da Samsung no que era um dos domínios da Apple (a publicidade) fizeram com que a marca decidisse, estrategicamente, fazer um "Back to basics" e voltar a ter inhouse o Marketing e a Publicidade.



Assim, e segundo a AdAge, a Apple está a recrutar 1000 profissionais - os melhores talentos dentro das agências de publicidade e empresas de comunicação - para fazerem parte do seu exército interno de Marketing e ter ideias inovadoras e fracturantes do status-quo actual. E fazer tudo isto internamente.

Ou seja, a Apple está a construir o seu próprio "departamento" global de Marketing e Publicidade interno, tal como era norma nos anos 80, antes do domínio das grandes agências de publicidade.

Quando esta mega-equipa (do tamanho, por exemplo da Grey International) estiver pronta, o jogo que se segue vai ser como o futebol por causas sociais: a equipa da Apple contra as equipas do resto-do-mundo