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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Quando a publicidade causa acidentes

A agência de publicidade Sarafan Advertising Agency, de Moscovo teve uma ideia luminosa para divulgar o seu novo media de publicidade: posters gigantes em furgões, a circular pela cidade.

Por cá este tipo de media tem o prosaico nome de “carrinhas de publicidade ” e são comuns no interior ou nos subúrbios das cidades a anunciar eventos e espectáculos. E são, sem margem de dúvida, um bom meio de chamar a atenção e impactar diversos públicos, exactamente pelas suas características de mobilidade.

Exemplo de carrinha de publicidade

A questão é que a moscovita Sarafan teve uma ideia original, um salto criativo de excelência para chamar a atenção para este media: Um póster com uma foto do peito de uma mulher, em topless, com uma faixa estrategicamente colocada com o claim “elas atraem” – они привлекают no original.




E 30 destes veículos circularam pelas estradas e ruas de Moscovo.

O resultado deste stunt foi estonteante: 571 acidentes de viação em 24 horas. Os condutores chocaram entre si, com mobiliário urbano, edifícios e semáforos.

A intenção era conseguir medir a atenção que o media atraia (e por outro lado atrair clientes a publicitar no mesmo), mas o resultado foi terem de retirar a campanha do ar, rapidamente, depois de diversas queixas na polícia, que rapidamente deu instruções para terminar o stunt.

Os relatos dos condutores envolvidos nos acidentes são hilariantes: “estava parado num semáforo quando vi uma carrinha com aquela foto. Distraí-me e bati no carro da frente. Para meu espanto o carro de trás bateu também em mim, e o dono acabou por confessar que estava distraído com a mesma carrinha de publicidade”


A agência já veio a publico pedir desculpas pelos acidentes causados e assegurou que cobrirá todos os danos provocados pelos acidentes que não estejam a coberto pelos seguros dos condutores.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Disrupção na cidade - Dancing Traffic Lights

As agências de publicidade e comunicação têm, cada vez mais, de pensar fora da caixa para fazer campanhas eficazes.

E o eficaz quer dizer o disruptivo, o que abala o status-quo, o que provoca uma quebra na rotina diária, o que provoca o “awe” e o sorriso de cumplicidade.

E por outro lado, as campanhas cada vez mais se transformam em causas, defendidas, potenciadas ou mesmo criadas pelas marcas, onde o produto surge não como o personagem principal da peça mas o seu sublinhar.

É o caso da última campanha da Mercedes-Smart, por acaso gravada em Lisboa, realizada pela BBDO pela dupla criativa Lukas Liske e Daniel Schweinzer.

À causa dos acidentes de viação – nomeadamente os atropelamentos - provocados por alguma indisciplina dos peões que atravessam as estradas mesmo com o sinal vermelho, junta-se a questão “o que fará as pessoas pararem e esperarem pelo sinal verde?” e a disrupção do inesperado, da música, dança e participação na própria peça. E a disseminação nas redes sociais, claro está.

O resultado é “The Dancing Traffic Light” pertencente à campanha “We believe that #smart ideas can turn the city into a better place”.
Outro resultado foi que mais 81% pessoas que o costume pararam naquele semáforo...




E, já agora, o making-of, para quem gosta destas coisas: