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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Os novos TIR eléctricos da Siemens


A Siemens lançou um protótipo de camião TIR eléctrico.

É verdade. E, conforme se pode ver nas fotos do mesmo, abaixo, esta é uma tecnologia que se pode adaptar a qualquer camião já existente.

Foto © Siemens



O sistema obriga a que existam, tal como nos eléctricos lisboetas (ou mais propriamente nos famosos autocarros eléctricos de Coimbra), subsestações eléctricas, catenárias e cablagem traçada pelas estradas onde os camiões circulem, naquilo que a Siemens chamou de conceito eHighway.

Previsivelmente este sistema permite uma economia de mais de 80% de combustível em transportes de longo curso, sendo que a travagem, tal como acontece nos automóveis de última geração, permite gerar energia para carregar a bateria e, neste caso, para devolver energia à rede eléctrica.

O sistema permite a alternância de fontes, ou seja, em troços onde não esteja disponível a ligação eléctrica, os camiões possam funcionar normalmente com os motores diesel de combustão interna e/ou motores híbridos.

Parece que os USA e a Suécia vão ser os primeiros países a apostar neste sistema, instalando o equipamento necessário nas auto-estradas de maior movimento de pesados, já a partir do próximo ano.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

O Aperto de mão

O uso de novas tecnologias é hoje uma expressão banal.

Por vezes parece que ainda não nos habituamos ao facto do recurso à tecnologia fazer parte do nosso quotidiano, como a escrita, a emoção e a alimentação.

Assim, a notícia não é o uso de tecnologia, mas a recusa em aceitá-la e usá-la convenientemente.
A obrigação é estar atento. O desafio é saber extorquir dos equipamentos, programas, gadgets, ou acessórios as respectivas potencialidades.
Se um dos mitos urbanos actuais é que apenas usamos um décimo do cérebro, então dos novos equipamentos nem um centésimo devemos utilizar. Aliás, mal nos habituamos ao on-off de um, já este foi substituído por outro ou sofreu no overnight, um upgrade qualquer.

Na política internacional o desafio é o mesmo. Apesar do baixo preço das viagens aéreas que faz concorrência com o acesso às novas tecnologias, o seu uso aumenta exponencialmente para trocar informação, contactar pessoas, acertar contactos e até conhecer melhor as situações e os seus protagonistas.

Significa isto a realização de menos reuniões internacionais inconsequentes? Não.
A tecnologia não substitui o contacto humano, a pessoalidade, a emoção ou o sentimento.
A política é feita de pessoas, com pessoas e seguramente para as pessoas.

A tecnologia – mesmo usada exponencialmente em todo o seu esplendor – promove a informação e o conhecimento. Alarga os horizontes e desenvolve a ciência.
Potencia a investigação, as descobertas e a partilha das mesmas.

Mas lá fora, como aqui dentro, nada substitui as pessoas e o aperto de mão.





António Rodrigues

Advogado de profissão. Deputado de função. E Vice-Presidente da bancada do PSD na Assembleia da República responsável pela área dos Assuntos Europeus e Negócios Estrangeiros. Mestre em cooperação e Desenvolvimento internacional. Professor Universitário entre 1983 e 2008. Exerceu funções de gestão e consultoria internacional em missões do Banco Mundial e da UE. Autarca entre 1985 e 2013.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

A nova bolha

Será que estamos perante outra “bolha” tecnologica, como a de 1999? É que todos sabemos como acabou aquela…

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A verdade é que, como diz Bill Gurley na Wired, a dinheiro parece novamente jorrar para tudo quanto é tecnológico, nomeadamente nos USA.

E o apanágio disto é a entrada em bolsa da Alibaba, o maior site de e-commerce da Ásia, detido parcialmente pela Yahoo, arrecadou instantaneamente mais de 21,8 mil milhões de dólares naquele que foi o maior IPO de sempre em terras do Tio Sam.

Mas a aposta pelo techie está-se a fazer um pouco por todo o lado, quer via aquisições (Microsoft, Facebook, etc), quer via crowdfunding (Oculus, Pebble, etc), quer via IPOs (Alibaba, Uber, etc), quer via investimentos avultados em startups – caso, por exemplo, de Sir Richard Branson (o magnata da Virgin) que acabou de investir na SideCar – um projecto de CarSharing que já arrecadou cerca de 15 milhões de dólares de investimento.

A verdade é que todos os dias, quem está mais atento a estas coisas do digital, ouve falar acerca de mega-investimentos em projectos que, independentemente de terem o seu imenso mérito, estão apenas a arrancar e pouca estratégia ou planeamento terão pós-lançamento.

As startups tem grande ideias – e são estas que fazem realmente o mundo girar – mas a quantidade de dinheiro que está a ser investida e gasta pelas mesmas faz lembrar precisamente o que se passou em 1999 onde tudo o que tinha “.com” no nome, tinha um investimento de milhões.
Depois foi o que se viu, quando se começou a inquirir sobre a sustentabilidade dos projectos.
Porque, na realidade, quando se acabam os fundos que facilmente entraram, o projecto tem de se sustentar a si mesmo e, sendo essa a "pior" parte, gerar lucro para os investidores.

De notar que está estimado que em 1999 os investimentos na economia dotcom foram de cerca de 105 mil milhões de dólares. Neste momento, passados 15 anos, os investimentos no digital estão já nos 40 mil milhões, dos quais 23 tiveram lugar nos últimos seis meses.

Sendo Portugal uma pouco-honrosa excepção nestas lides – o nosso mercado, tal como aconteceu na bolha de 1999 é muito lento na adopção de novas ideias - arriscamo-nos a, tal como aconteceu na primeira bolha, a economia nacional comece a apostar na bolha após ela já ter demonstrado sinais de explosão lá por fora.

A ver vamos.... que assim diz o cego. Fica a reflexão

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Lisboa inventora no Lisbon Mini Maker Faire

Decorreu este fim de semana – aliás desde 6ª feira - o Lisbon Mini Maker Faire, no pavilhão do conhecimento, no Parque das Nações.



Esta mini-feira que celebra o movimento dos “fazedores” tecnológicos (makers) é um franchise do original Maker Faire, o maior espectáculo de “faz e conta” – make and tell do Mundo. A Maker Faire original foi este ano organizada em San Mateo na Califórnia, e já no seu nono ano contou com mais de 1000 makers e 120.000 visitantes.

Em Portugal, de dimensões mais modestas, ou não seja este o seu primeiro ano, a mini maker faire contou com 67 expositores que demonstraram o que é possível fazer-se com imaginação, novas tecnologias e muito engenho.

Esta feira apresentou-nos a plataforma CSEduino, uma versão do Arduino, módulo de prototipagem extremamente barato (€3,50) e que, na sequência da tecnologia Raspberry PI de micro-computação, permite construir computadores dedicados de elevado desempenho, baseado nas linguagens de programação Scratch e Python.


Tecnologias à parte, esta mini-feira, que trouxe muitos interessados ao Parque das Nações, foi prodiga em apresentações de impressão 3D, quer nos materiais tradicionais quer em novos como o metal, madeira e carbono,



Em drones e robótica




Tecnologias de aquisição e renderização de objectos em tempo real,



Protótipos de mobilidade – alguns a energia solar, como o campeão das corridas sustentáveis, ou o smart-carrinho-de-rolamentos






Um robot que joga ao jogo-do-galo (surpreendentemente bem)



Ou o interessantíssimo Ziphius, tão interessante que falarei dele num artigo a solo, mais tarde.



Acima de tudo, de parabenizar, quer a assistência, quer a quantidade de empresas e inventores que se apresentaram a esta feira. Portugal tem futuro nesta área, sim.



segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Chegou a Pilha que dura para sempre.

Os avanços da tecnologia não param de espantar. E coisas que pareciam do domínio da ficção científica vêm a demonstrar-se bem reais e, muitas vezes, até ultrapassam os filmes e livros do género.

Desta vez é a questão da energia. A busca da humanidade por energias limpas e eternas vem desde a memória dos tempos, nomeadamente desde a revolução industrial, quando o homem se começou a aperceber que os recursos do planeta não são ilimitados e que para tudo é necessário (cada vez mais) energia.

Assim os cientistas e inventores têm-se dedicado à busca de alternativas viáveis aos combustíveis fosseis, nucleares ou outros que tal.
E agora deu-se um novo passo nesse sentido, na forma de uma pequena bateria de 1.5v, formato AA.



Cansado de comprar ou recarregar baterias para a sua máquina de barbear ou escova de dentes, o francês Nicolas Toper e a sua equipa, desenvolveram uma bateria eterna, que precisa apenas de 3 segundos para recarregar. E o melhor é que esse recarregar é feito simplesmente agitando a mesma, já que transforma a energia cinética em energia eléctrica.

E assim nasce a PILO, a bateria ecológica, sustentável, recarregável e eterna. Vai custar cerca de €10 e é ideal para aparelhos que se movimentem, tipo comandos de TV, comandos de consolas, escovas de dentes etc.

A empresa já está a aceitar pre-orders da bateria, que deverá chegar ao mercado em Outubro deste ano.

Os analistas já vieram afirmar que, a confirmar-se, esta poderá ser a next big thing e será um negócio de um bilião de dólares, mais coisa menos coisa.

O site a visitar está AQUI

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O mau uso da tecnologia.

A tecnologia - ou o uso dela – chegou e impôs-se nas sociedades humanas de diversas formas. Mais ou menos, com maior ou menor preponderância, transparência ou utilidade, este é um facto inegável.

E quando a tecnologia impede ou dificulta relacionamentos, interacções ou até mesmo a produtividade?



Um restaurante em New York, já com bastantes anos de sempre bem sucedida actividade, começou a ter queixas e reclamações, assim como bad reviews em blogs e sites da especialidade, acerca da demora do serviço, demora em obter mesa e comida fria.

O restaurante, percebendo que o número de clientes actual se mantinha sensilvelmente o mesmo há diversos anos, e sem conseguir perceber o que se passava, contratou uma empresa de auditoria em produtividade para perceber onde estava(m) o(s) problema(s) e como os solucionar.

A empresa de consultoria começou por atribuir a responsabilidade à falta de formação dos empregados de mesa e lentidão nas equipas da cozinha. Mas não querendo tirar conclusões sem ter todos os dados, resolveu analisar inloco o que se passava e comparar o serviço de cozinha/mesas do passado (neste caso de 1 Julho 2004) com o presente (3 Julho 2014) graças à existência de um sistema de gravação de imagens baseado em 4 câmaras CCTV de segurança existente já há muitos anos.

E percebeu o problema. A tecnologia! Ou melhor o (mau) uso da tecnologia!

Em 2004: 
o cliente chega, senta-se, lê o menú, pede a comida, é servido, come e paga, demorando, em média 1h05

Em 2014:
o cliente chega, senta-se, pede para aceder ao wi-fi, tira fotos com o smartphone, envia aos amigos, responde a mensagens e emails, tira fotos do menú, tira selfies, pede ao empregado que tire fotos, responde aos amigos, posta no facebook, pede a comida, tira fotos da comida, recebe e envia mensagens, posta nas redes sociais, começa a comer, pede para reaquecer a comida que está fria, volta às rede sociais, come, continua “agarrado” ao smartphone, pede a conta, paga e sai, demorando em média 1h55.



Explicado.

Nota: O artigo completo pode ser encontrado AQUI