quarta-feira, 18 de junho de 2014

O linguajar da Internet

A internet, desde o seu início (ou pelo menos desde 1994, que foi quando a visitei a primeira vez), foi sempre pródiga em ter a sua própria linguagem, expressões, abreviaturas e acrónimos.

Frequentemente as pessoas [leia-se utilizadores mais recentes (leia-se novatos)] deparam por vezes com expressões completamente ininteligíveis, com frases inteiras completamente indecifráveis, muitas vezes em troca de documentação séria e profissional, nomeadamente em contactos anglo-saxónicos ou inspirados.



Não falo nos "k" em vez dos "que", do "x" e outras abreviações tão em moda por cá.

Falo dos verdadeiros acrónimos, daqueles que, num email completamente insuspeito podem surgir e colocar dúvidas na comunicação, como por exemplo receber a enigmática frase "RFC on that" ou "ARO COD shipment" que querem apenas dizer "Request For Comments on that" e "After Receipt of Order Cash On Delivery shipment".

Assim, e para ajudar, compilei abaixo alguns acrónimos profissionais mais comuns:

AAMOF - as a matter of fact
ACK - Acknowledge
ATB - All the best
AKA - Also known as
ARO -  After Receipt of Order
BTW - By the way
CAR - Contractor's All Risk
COD - Cash on delivery
CVP - Customer Value Proposition
FYI - For Your Information
h/c - Handcrafted
IMHO - In my humble opinion
IIRC - If I Remember Correctly
KOL - Key Opinion Leader
LOI - Letter of Intent
NDA - Non Disclosure Agreement
PWD - Password
RFC - request for comments


E alguns mais informais...

AFK - Away from keyboard
ASL - age / sex /location
BBL - Be back later
BFFL - Best friends for life
BTDT - Been There Done That
BRB - Be right back
BS - Bullsh*t
CU - See you
IMAO - In My Arrogant Opinion
LOL - Laughing out Loud / Lots of Laughs
LMFAO - Laughing My Fu**ing A** Off
L8ER - Later
ROTFLOL - Rolling On The Floor Laughing Out Loud
RTFM - Read the fu**ing manual
RUOK - Are you OK
ROTFL - Rolling on the floor laughing
TTYL - Talk To You Later

A lista mais completa de acrónimos está mesmo AQUI

terça-feira, 17 de junho de 2014

Dois rapazes de 14 anos hackam multibanco apenas com o teclado da máquina

Era uma vez dois teenagers canadianos de 14 anos, que chegam tarde á escola depois do almoço.
E diz a professora: 
- Então meninos Matthew Hewlett e menino Caleb Turon, isto são horas de chegar?
- Pedimos desculpa senhora professora, mas…
- Nem "mas" nem meio mas! Digam-me o que andaram a fazer!
- Estivemos a ajudar uns senhores de um banco a proteger a máquina Multibanco, depois de a termos hackado…
- Os meninos estão a pregar-me uma grande mentira. Vai tudo para o canto virados para a parede e vou chamar os paizinhos…
- A sério sra professora… Até temos uma nota de justificação….
- Aí que grandes mentirosos… mostrem lá essa nota..
- Está aqui:

 [Please excuse Mr. Caleb Turon and Matthew Hewlett 
for being late during their lunch hour 
due to assisting [Bank of Montreal] with security.] 

- !!!

Não sei se foi bem assim que isto aconteceu (excepto a nota escrita pelos responsáveis do banco), ou se é a minha veia de escritor de histórias absurdas que está a pulsar, hoje, mas o facto é bem real.

Os tais dois jovens tinham hackado a máquina multibanco, simplesmente colocando um código numérico no teclado da máquina, código esse que tinham lido num manual de máquinas ATM disponível para consulta na Internet.
Após o feito, os rapazes dirigiram-se ao banco e reportaram o que tinham feito.
A princípio ninguém quis acreditar, pelo que o gerente foi com eles à referida máquina.

Lá, de novo, os rapazes entraram novamente em modo de administração, consultaram a quantia existente na máquina, todos os movimentos feitos e, perante o crescente espanto do responsável, mudar o saldo geral para 1 cêntimo, conseguindo ainda trocar a mensagem de boas vindas por “Go away. This ATM has been hacked.”

Tudo isto apenas com o teclado numérico da máquina, e com as instruções de um manual disponível online.



Isto volta a levantar a questão da segurança deste tipo de equipamentos, assim como a, ainda mais importante questão das passwords de origem que estão escritas em todos os manuais e que os operadores não se dão ao trabalho de mudar.

Já agora deixo uma provocação: Vá ao Google, e pesquise “password” + o modelo do router de acesso à internet lá de casa … Ah, pois…

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Tesla - o carro open-source - A Tesla abre mão de todas as suas patentes proprietárias

O fabricante de automóveis americano TESLA, conhecido pelos seus modelos eléctricos de alta performance, numa iniciativa sem precedentes na história automóvel acabou de tornar públicas todas as suas patentes proprietárias.

Segundo Elon Musk, CEO da Tesla, que na passada quinta-feira divulgou este acontecimento histórico, a partir de agora a empresa não irá processar ou tomar qualquer acção judicial contra que queira, de boa-fé, usar o seu know-how e tecnologia para desenvolver os seus próprios produtos.

Tesla S (modelo 2014) - 100% eléctrico - Zero aos 100km/h em 5,6s


Tudo isto porque a Tesla considera que o seu verdadeiro concorrente é a industria automóvel tradicional, e que, quanto maior for o número de projectos e produtos eléctricos existentes, maior será a adesão dos consumidores a estas energias sustentáveis e renováveis.

Criar mercado, mudar mentalidades. Leia o post original, no blog da Tesla, AQUI

Damon Adams, um académico australiano, ao tomar conhecimento desta medida publicou no seu twitter “This is how you start a revolution.”

Eu, modestamente, digo, “assim se faz historia”

sexta-feira, 13 de junho de 2014

O email marketing está bem vivo e recomenda-se

Há quem diga que o email marketing está morto, que o #trend é a publicidade nas redes sociais, nomeadamente facebook, Google(ads) e afins. Afinal aqueles emails de publicidade que recebemos vão parar ao spam automática ou manualmente, e na realidade nem sequer ligamos ao que lá vem escrito…

Nada mais errado. O email marketing está bem vivo e recomenda-se.



Segundo a Experian, por cada dolár investido em email marketing, feito de forma correcta, o retorno do investimento centra-se em $44. Sim 1 para 44 é o rácio.
Este estudo refere ainda que apenas 18% das pessoas não abre emails de publicidade e 70% até gostam de receber informação deste tipo por parte de empresas em que confiem.

No entanto, e como tudo na vida, é preciso saber como fazer as coisas. Daí o sublinhado no parágrafo anterior na frase "forma correcta". Não vamos agora fazer um mass-emailing sem pés nem cabeça e depois reclamar que ninguém nos liga. É preciso saber como fazer.

Dou algumas dicas: Por exemplo, os mails devem ser personalizados (22% das pessoas abrem mails personalizados), a informação deve ser segmentada e tratada de forma a ser relevante para os diferentes grupos, e ter um call-to-action explicito.

Para quem quiser saber mais, recomendo o e-book gratuito “Science of Email 2014” da Hubspot, que dá uma excelente visão sobre o tema e ainda algumas dicas interessantes. Aqui