sexta-feira, 4 de julho de 2014

Uber lança-se em Lisboa

A Uber lançou hoje a sua app em Lisboa. Ou melhor dizendo: A Uber chegou a Portugal!

Na pessoa do seu responsável máximo para a Europa, Alex Droulers, a Uber lançou a sua operação há pouco, no Altis hotel em Lisboa.

Lisboa é a 140ª cidade em que Uber vai estar presente.


Para quem não conhece, a Uber nasceu em 2009 e é um serviço revolucionário de mobilidade que, no fundo, "apenas" liga comunidades: A comunidade de motoristas privados - com licença profissional - e a comunidade de clientes que necessitam de transporte, através de uma plataforma tecnológica avançada.

A plataforma tem 2 versões da App, uma para o cliente e outra para os motoristas e um mecanismo de inteligência artificial avançado. Cada vez que um cliente chama um veículo, a app determina qual veículo está mais perto e redirecciona o pedido para este. A ideia, e o objectivo, é que esteja um veículo ao pé do cliente em 5 minutos.

Num serviço inovador, completamente tecnológico, pois tudo funciona à volta da app (disponível gratuitamente na AppStore e na Google play), a Uber veio revolucionar na Europa o mercado estagnado do transporte, com simplicidade, transparência e rapidez.

E como funciona?
Do lado dos motoristas profissionais com viatura, interessados em fazer parte desta rede, só têm de se inscrever no site. A equipa da Uber vai verificar o carro, a carta (profissional), os documentos, seguros e etc. Só depois a equipa permite a sua entrada na plataforma. Quanto ao pagamento, a Uber fica com uma percentagem do serviço (20%) e o resto é para o motorista. Tips included.

Do lado do cliente, é só ter a app, definir o pagamento por cartão de crédito e clicar quando precisa de transporte.
Assim que faz a marcação, o cliente fica a conhecer o preço da viagem, o veículo, a cara do motorista, o seu perfil, e um mapa em tempo real do veículo a chegar. No final da viagem pode fazer o rating do motorista e de toda a viagem, o que vai aconselhar o resto da comunidade.
Nesta plataforma, onde o cliente sabe exactamente quanto vai pagar assim que coloca o seu destino na app (o ponto de partida é geolocalizado automaticamente), o carro chega até si nos tais 5 min.

E a experiência será high-end, pois em Portugal estará, para já, apenas disponível o Uber Black - o serviço de topo, com carros com menos de 3 anos, e-class (Audi, Mercedes, BMW, Jauguar etc) que inclui também garrafa de água, porta aberta pelo motorista e o serviço correspondente.

Tendo a noção da controvérsia (mais ou menos violenta) que a Uber tem tido pela Europa fora, com as empresas de Taxis e profissionais do ramo, nesta apresentação, a ideia sempre repetida foi "we're not here to compete with regular taxis".
O objectivo: deixe o carro em casa. E use o Uber... e os táxis normais também (segundo o Alex, em S. Francisco os táxis estão a ter mais clientes por causa do hábito cada vez mais presente de deixar o carro em casa).




A Uber chega assim a Portugal. O progresso chegou. Vamos a ver a resposta das "forças instaladas".

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Glance: o SmartWatch para quem quer manter o seu relógio tradicional

Por estes dias, a moda dos wearables dita tendências, com especial enfoque nos smartwatches.

Dentro em breve uma boa parte da população andará com os novos iWatch (Apple) ou a versão concorrente da Samsung, LG, Motorola, Acer, Huawei, ou Qualcomm (até se fala que a própria Microsoft estará em desenvolvimentode um relogio-windows), que são relógios inteligentes que se ligam com o telemóvel e permitem fazer uma miríade de funções.

Mas há aqui um problema: E se, mesmo adorando estes gadgets, não queremos largar o nosso relógio tradicional, pelo qual temos tanto carinho e nos custou uma fortuna (ou não)? Como casar o tradicional com o tecnologicamente avançado?

Foi isso que a Kiwi Wearables, uma start-up canadiana, pensou. E desenvolveu o Glance.

O Glance é um smartwatch sem ser um smartwatch. Ou seja é mais um punho (tipo os punhos elásticos dos desportistas) que se coloca por debaixo da correia do relógio tradicional. Mas esse punho é, na verdade, um gadget poderosíssimo que se liga ao seu smartphone por Bluetooth e permite fazer (quase) tudo que os smartwatches fazem. E com ecrã LCD e tudo.

E, como se não bastasse, tem uma tecnologia especial que permite que uma carga (via USB) dure pelo menos uma semana.
O projecto está neste momento na plataforma Kickstarter para obter fundos para a sua produção em massa.

Mas o melhor é mesmo ver o filme do produto:


quarta-feira, 2 de julho de 2014

O seu carro com piloto automático, por 10.000 USD

Já todos vimos, nas notícias, os famosos carros da Google que se conduzem sozinhos (chamados self-driving automobiles), e recentemente uma versão que nem tem pedais ou volante.
Os fabricantes automóveis cada vez mais fazem experiências neste campo, sabendo que a maior parte dos acidentes ocorrem por culpa do factor humano e não por variáveis externas.

Agora uma startup americana, constituida por pessoal do MIT, afirma que pode pegar no seu carro - sim, no seu, não é um carro novo - e transformá-lo num veículo autónomo, que se conduz sozinho. E tudo isto por apenas 10 mil doláres.

Chama-se Cruise Automobile e conseguem fazê-lo, para já, nos modelos Audi A4 ou S4 a partir de 2012. No entanto o CEO, Kyle Vogt , diz que, em breve, poderão adoptar o mecanismo a qualquer veículo, desd que tenha cruise control e drive assist, tecnologias que são cada vez mais banais na indústria automóvel.

Vale a pena ver o vídeo de apresentação do Cruise:



terça-feira, 1 de julho de 2014

O dia em que o Facebook fez de Deus

O Facebook recentemente brincou connosco. A sério. Muito a sério.

Simplesmente, em nome de um estudo comportamental que queria fazer acerca da sua própria influência na vida dos seus utilizadores, manobrou os posts que apareciam na timeline de 689,003 utilizadores, sem o seu conhecimento, de modo a que a uns só aparecessem posts emocionalmente negativos e a outros posts emocionalmente positivos.
E depois ficou à espera para ver o que essas “cobaias” escreviam nos seus próprios murais, para verificar se os seus posts reflectiam essa negatividade ou positividade a que estavam sujeitos.

Este estudo durou uma semana, decorreu em 2012 e foi levado a cabo pelo próprio Facebook em colaboração com as universidades norte-americanas de São Francisco e de Cornell.

Experimental evidence of massive-scale emotional contagion through social networks


É verdade que, no registo, o Facebook avisa que “may use the information we receive about you…for internal operations, including troubleshooting, data analysis, testing, research and service improvement.” mas não é, de certeza, para dar permissão para nos transformar em ratinhos de laboratório que clicamos no “Aceitar”.

E as consequências? Somos seres sociais que interagimos, influenciamos e somos influenciados pelos nosso pares e referenciais. Será que ninguém alterou a sua vida e/ou a vida de outros por causa da influência do seu mood provocado pelo que estava a ler dos seus contactos e links?

Vale tudo? Porque é que o Facebook, sendo tão grande e com tanto músculo financeiro, não reuniu um painel, um focus group com milhares de voluntários para fazer isto?

Há linhas que, só porque podem, não devem ser atravessadas e o Facebook acabou de atravessar uma.

Para além da questão ética e moral, a partir deste momento quem pode realmente confiar no que aparece na sua timeline? Quem não se vai interrogar “hoje está tudo tão negativo, será que…”

O estudo está disponível para consulta AQUI