quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O mau uso da tecnologia.

A tecnologia - ou o uso dela – chegou e impôs-se nas sociedades humanas de diversas formas. Mais ou menos, com maior ou menor preponderância, transparência ou utilidade, este é um facto inegável.

E quando a tecnologia impede ou dificulta relacionamentos, interacções ou até mesmo a produtividade?



Um restaurante em New York, já com bastantes anos de sempre bem sucedida actividade, começou a ter queixas e reclamações, assim como bad reviews em blogs e sites da especialidade, acerca da demora do serviço, demora em obter mesa e comida fria.

O restaurante, percebendo que o número de clientes actual se mantinha sensilvelmente o mesmo há diversos anos, e sem conseguir perceber o que se passava, contratou uma empresa de auditoria em produtividade para perceber onde estava(m) o(s) problema(s) e como os solucionar.

A empresa de consultoria começou por atribuir a responsabilidade à falta de formação dos empregados de mesa e lentidão nas equipas da cozinha. Mas não querendo tirar conclusões sem ter todos os dados, resolveu analisar inloco o que se passava e comparar o serviço de cozinha/mesas do passado (neste caso de 1 Julho 2004) com o presente (3 Julho 2014) graças à existência de um sistema de gravação de imagens baseado em 4 câmaras CCTV de segurança existente já há muitos anos.

E percebeu o problema. A tecnologia! Ou melhor o (mau) uso da tecnologia!

Em 2004: 
o cliente chega, senta-se, lê o menú, pede a comida, é servido, come e paga, demorando, em média 1h05

Em 2014:
o cliente chega, senta-se, pede para aceder ao wi-fi, tira fotos com o smartphone, envia aos amigos, responde a mensagens e emails, tira fotos do menú, tira selfies, pede ao empregado que tire fotos, responde aos amigos, posta no facebook, pede a comida, tira fotos da comida, recebe e envia mensagens, posta nas redes sociais, começa a comer, pede para reaquecer a comida que está fria, volta às rede sociais, come, continua “agarrado” ao smartphone, pede a conta, paga e sai, demorando em média 1h55.



Explicado.

Nota: O artigo completo pode ser encontrado AQUI

terça-feira, 12 de agosto de 2014

O fim dos likes a-metro

Finalmente o Facebook resolveu deitar mãos a uma praga que assolou a Internet nos últimos tempos: o síndrome do “coloca um like ou não consegues ver este conteúdo”.



Forma fácil e rápida de conseguir milhares (ou pelo menos centenas) de fãs para páginas facebook, a utilização do plug-in de like foi a mina de ouro para blogs e sites de conteúdos mais ou menos sérios. O principio é simples e todos já demos por ele. Ao visitar um site aparece uma janela por cima do conteúdo que o impede de carregar a menos que se faça "like" na página de facebook do site.

Este plugin também era muitas vezes utilizado, em conjunção com código malicioso, para conseguir likes automáticos. Ou seja a pessoa acabava por fazer like numa página sem saber, apenas por visitar a mesma, sem clicar em lado nehum, ou ao clickar no "X" para fechar a popup de publicidade.

Foram tantas as reclamações a nível mundial, que a equipa de Mark Zuckerberg teve de fazer alguma coisa. Assim, a partir de 5 de Novembro próximo, os plugins do tipo serão desactivados progressivamente e será actualizado o acordo e normas de utilização da rede social para proibir e desaconselhar este tipo de práticas.

De notar ainda que o login através do facebook para comentários e outras funcionalidades se vai manter e, ao contrário do descrito acima, vai ser até cada vez mais incentivado, de acordo com a estratégia do Facebook de ser uma plataforma universal.

Até que enfim!

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Um assistente virtual, não-virtual

Já todos conhecemos a SIRI, assistente virtual do iPhone, que tanto jeito dá (principalmente para ler e mandar SMS enquanto se conduz) e que realmente foi uma das melhores invenções da Apple. Também já conhecemos os assistentes virtuais da concorrência, o EVA/Google Now para Android e a CORTANA para Windows.

Estes assistentes virtuais de smartphones podem ler mensagens, escrever, procurar assuntos na Internet, marcar reuniões no calendário, tocar e escolher musica, lancar e fechar aplicações e até fazer-nos rir.

Mas agora uma empresa resolveu dar um passo mais à frente (ou será atrás?) e lançar o assistente não-virtual, ou pouco virtual numa plataforma completamente virtual. Confuso? É simples

A iDrive, uma empresa Norte Americana de sistemas de backup e sincronização de dados acabou de lançar o OOLOO, uma app para iOS e Android, cuja tagline diz tudo: “We are Listening”.
Ou seja, em vez de ser em algoritmos e inteligência artificial a escutar as nossas questões e a respondê-las, está uma equipa de pessoas do outro lado.


OOLOO


O OOLOO baseia-se não em rapidez (seria difícil a humanos competir com a velocidade de processamento dos computadores) mas na qualidade dos dados retornados. Ou seja, a empresa garante que a fiabilidade e interesse dos dados retornados, em relação às perguntas, é de longe melhor e mais interessante que um simples algoritmo.

O funcionamento é simples. Fala-se para o microfone e aguarda-se. Cerca de 1 a 2 minutos depois surgem os dados e eventuais links de interesse.

A OOLOO é para iOS e Android, já teve cerca de 10 mil downloads e está disponível apenas nos USA, para já.

Para mim a grande questão se coloca é exactamente a escalabilidade. Embora, em termos conceptuais, possa parecer muito interessante, não parece viável ter uma equipa gigantesca e crescer exponencialmente com o alargamento da base de utilizadores.
Ainda por cima, a APP e as pesquisas no OOLOO são completamente gratuitos.

Enfim, a ver vamos, que assim dizia o cego…

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Mude as suas passwords. Já!

É altura de mudar as suas passwords. 

Do ebay, do email, do facebook e , especialmente, do banco online e tudo o que mexa com transacções financeiras.



É que um grupo de Hackers russos denominados CyberVor, conseguiu obter 1,2 mil milhões de usernames e passwords e mais de 500 milhões de endereços de email.

Considerando que existem cerca de 2.9 mil milhões de utilizadores internet em todo o mundo, percebe-se que este foi o maior Hack de sempre, e que conseguiu obter a maior quantidade de dados.

Prevê-se que agora estes dados irão ser vendidos no mercado negro, para então começarem a ser testados e explorados, pelo que o meu conselho (e o do New York Times também) é que mude os seus dados de acessos aos diversos serviços online que usa.