segunda-feira, 18 de agosto de 2014

O Banho público – Ice Bucket Challenge

Subitamente toda a gente, famosos e anónimos, parece ter achado uma imensa piada em mandar baldes de água pela sua própria cabeça abaixo e postar a experiência nas redes sociais. Mais uma das excentricidades da Internet, mas esta tem uma história e uma causa social por detrás.

O assunto nasceu há pouco tempo, sensivelmente alguns meses, e o desafio é simples: Encharcar-se com um balde de água fria, postar o vídeo e desafiar amigos para, em 24 horas, fazerem o mesmo. Antes do banho tem de se referir que se cumpre o desafio para chamar a atenção para a ALS -Amyotrophic lateral sclerosis ou doença de Lou Gehrig. Quem for desafiado e não cumprir tem de fazer uma doação de USD $100 para uma causa social, sendo que a ideia é, obviamente, fazer ambas as coisas.


O Mayor de Boston a cumprir o desafio


Com este desafio, chamou-se a atenção global esta doença degenerativa que afecta milhares por todo o mundo, e recolheu-se, desde Julho deste ano, já mais de 7.6 milhões de dólares em doações, em contraponto com os “míseros” USD $22.000 recolhidos de Janeiro a Julho.

Do ponto de vista do Marketing,  este stunt tem tudo para funcionar e dar certo, tem todas as componentes correctas das peças "virais". A saber:

  • É universal – qualquer pessoa pode participar
  • É simples – muito simples de executar, de gravar e postar
  • Tem um curto intervalo de tempo para ser cumprido – o que não deixa o desafiado esquecer-se
  • Timming correcto - É um stunt perfeito para o Verão :)
  • É divertido – o que é mais divertido que ver alguém a encharcar-se com um balde de água?
  • É contagiante – Aliás uma das regras é desafiar mais 2 amigos ou conhecidos para o fazerem também

e, ainda por cima é por uma boa causa. Daí estar a funcionar e a crescer de forma exponencial.

E os famosos e personalidades de todo o mundo têm alinhado na brincadeira – que afinal é bem séria.
Ficam alguns nomes (à presente hora e data): Cristiano RonaldoMartha Stewart, Justin Bieber, Jimmy Fallon Justin Timberlake;  Mickey Rourke, Mark Zuckerberg , Bill Gates, Tim Cook da Apple, Oprah WinfreySteven Spielberg; Dr. Dre, Bono VoxSatya Nadella da Microsoft, Jeff Besos da Amazon, LarryPage da Google, Richard Branson da Virgin, Robert Downey Jr, William Shatner, a nossa Daniela Ruah, o jogador de hockey Paul Bissonnette (que usa um helicóptero e água glaciar), Ethel Kennedy (viúva do Sen. Robert Kennedy) que desafiou Barack Obama, outros políticos, equipas de futebol e baseball, a força policial de Boston, etc, etc, para além dos milhares de anónimos.

   


O sucesso da viralidade é tão grande que, de alguma forma já se tornou um daqueles casos em que a publicidade é tão boa que faz esquecer a marca. Há já há centenas de vídeos de pessoas a cumprirem o desafio, sem grande noção da causa que lhe está subjacente. Mas o que interessa é mesmo participar.


O banho de Bill Gates - e o desafio a Ryan Seacrest


Esta corrente já fez o engage de mais de 15 milhões de pessoas e existem cerca de 1,2 milhões de vídeos de participantes.
Vale a pena acompanhar (e participar?) no Facebook AQUI ou simplesmente pesquisar pela hashtag #icebucketchallenge numa qualquer rede social.


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

War of the Worlds - um dos maiores Hoaxs de sempre

Como hoje é dia de hoaxs, aqui no DIGITALAGE, deixo-vos com um dos melhores e mais deliciosos de todos os tempos: O broadcast original da “Guerra dos Mundos” de Orson Wells, que foi emitido a 30 de Outubro de 1938 e, pela sua credibilidade, efeitos especiais e génio do narrador – que mais tarde se tornaria um dos maiores cineastas norte-americanos – aterrorizou toda uma nação.




A peça em questão é uma adaptação radiofónica da obra de outro Wells (o H.G.) denominada “War of The Worlds” de 1898, que mais tarde veio a dar inúmeras iterações e versões cinematográficas.



A minha pergunta de sempre é: E se isto ocorresse nos dias de hoje? Sabendo como os mass media, hoje em dia, se baseiam na Internet, nomeadamente no Youtube e no Twitter para dar notícias, poderia voltar a acontecer? Amplificado pela internet e pelas redes sociais que credibilidade teria? E que efeitos teria na(s) sociedade(s)?

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O mau uso da tecnologia.

A tecnologia - ou o uso dela – chegou e impôs-se nas sociedades humanas de diversas formas. Mais ou menos, com maior ou menor preponderância, transparência ou utilidade, este é um facto inegável.

E quando a tecnologia impede ou dificulta relacionamentos, interacções ou até mesmo a produtividade?



Um restaurante em New York, já com bastantes anos de sempre bem sucedida actividade, começou a ter queixas e reclamações, assim como bad reviews em blogs e sites da especialidade, acerca da demora do serviço, demora em obter mesa e comida fria.

O restaurante, percebendo que o número de clientes actual se mantinha sensilvelmente o mesmo há diversos anos, e sem conseguir perceber o que se passava, contratou uma empresa de auditoria em produtividade para perceber onde estava(m) o(s) problema(s) e como os solucionar.

A empresa de consultoria começou por atribuir a responsabilidade à falta de formação dos empregados de mesa e lentidão nas equipas da cozinha. Mas não querendo tirar conclusões sem ter todos os dados, resolveu analisar inloco o que se passava e comparar o serviço de cozinha/mesas do passado (neste caso de 1 Julho 2004) com o presente (3 Julho 2014) graças à existência de um sistema de gravação de imagens baseado em 4 câmaras CCTV de segurança existente já há muitos anos.

E percebeu o problema. A tecnologia! Ou melhor o (mau) uso da tecnologia!

Em 2004: 
o cliente chega, senta-se, lê o menú, pede a comida, é servido, come e paga, demorando, em média 1h05

Em 2014:
o cliente chega, senta-se, pede para aceder ao wi-fi, tira fotos com o smartphone, envia aos amigos, responde a mensagens e emails, tira fotos do menú, tira selfies, pede ao empregado que tire fotos, responde aos amigos, posta no facebook, pede a comida, tira fotos da comida, recebe e envia mensagens, posta nas redes sociais, começa a comer, pede para reaquecer a comida que está fria, volta às rede sociais, come, continua “agarrado” ao smartphone, pede a conta, paga e sai, demorando em média 1h55.



Explicado.

Nota: O artigo completo pode ser encontrado AQUI

terça-feira, 12 de agosto de 2014

O fim dos likes a-metro

Finalmente o Facebook resolveu deitar mãos a uma praga que assolou a Internet nos últimos tempos: o síndrome do “coloca um like ou não consegues ver este conteúdo”.



Forma fácil e rápida de conseguir milhares (ou pelo menos centenas) de fãs para páginas facebook, a utilização do plug-in de like foi a mina de ouro para blogs e sites de conteúdos mais ou menos sérios. O principio é simples e todos já demos por ele. Ao visitar um site aparece uma janela por cima do conteúdo que o impede de carregar a menos que se faça "like" na página de facebook do site.

Este plugin também era muitas vezes utilizado, em conjunção com código malicioso, para conseguir likes automáticos. Ou seja a pessoa acabava por fazer like numa página sem saber, apenas por visitar a mesma, sem clicar em lado nehum, ou ao clickar no "X" para fechar a popup de publicidade.

Foram tantas as reclamações a nível mundial, que a equipa de Mark Zuckerberg teve de fazer alguma coisa. Assim, a partir de 5 de Novembro próximo, os plugins do tipo serão desactivados progressivamente e será actualizado o acordo e normas de utilização da rede social para proibir e desaconselhar este tipo de práticas.

De notar ainda que o login através do facebook para comentários e outras funcionalidades se vai manter e, ao contrário do descrito acima, vai ser até cada vez mais incentivado, de acordo com a estratégia do Facebook de ser uma plataforma universal.

Até que enfim!