sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Star Trek Axanar- um filme de crowdfunding

Quem me conhece já sentia a falta de um post acerca de um star-qualquer-coisa. E aqui está ele: Um post acerca de Star Trek

Mas isto não é um post (só) acerca de um filme.
É um post acerca de como fãs da série original se juntaram, elaboraram um projecto de um filme independente, candidataram-no à plataforma de crowdfunding KickStarter e estão já a produzir aquele que será o primeiro filme-independente-de-qualidade-de-estúdio da série Star Trek.



O franchise Star Trek, apesar de ser detido pela PARAMOUNT/CBS sempre foi muito aberto à comunidade de fãs – aliás exactamente como o seu criador Gene Roddenbery sempre quis.
Isto quer dizer que os direitos da série estão abertos à produção de filmes independentes, principalmente produzidos por fãs, desde que não sejam filmes de bilheteira.
Ou seja, “façam o que quiserem mas não podem vender bilhetes”. E isto provocou que ao longo dos anos, esses fãs se tenham dedicado a produções vídeo mais ou menos elaboradas das quais se destaca a Star Trek: Phase 2.

Assim, o que se passou foi que um fã e actor nessa mesma série - Alec Peters – resolveu provar que não são necessários os milhões de dólares do costume para produzir um filme de qualidade.
Sendo também o vencedor do prémio “2004 Ernst & Young Entreprenuer of the Year”, Alex colocou a veia empresarial em funcionamento e, em conjunto com o seu amigo Christian Gossett – visualartist que já trabalhou com James Cameron e Ridley Scott - lançaram-se na grande aventura de fazer um filme Star Trek “a sério”.

E se bem o pensaram melhor o fizeram.
Lançaram primeiro um projecto no Kickstarter chamado “Prelude to Axanar”, um vídeo de 20 minutos com o prelúdio, o enquadramento da história principal, e tiveram o grato prazer de ver como os fãs aderiram, alcançando facilmente os 80mil dólares(!) necessários para a sua produção.


Prelude to Anaxar – 20 min de alta qualidade

O filme principal – Axanar - também baseado pelo Kickstarter, angariou 638,471 dólares, de quase 8600 pessoas (uma das quais o próprio George Takei – Mr. Sulu na série original) ultrapassando o valor necessário para a sua produção.

Vai ser um filme completo de 90 minutos, com actores de Hollywood como Richard Hatch (Battelestar Galactica), Tony Todd (TNG), Kate Vernon (Battelestar Galactica), Gary Graham (StarTrek) e JG Hertzler (StarTrek).

Estreia em 2015, num computador perto de si!

A não perder. Para fãs e para entrepreneurs.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

O Hoax da câmara escondida na Box de TV

Por essa internet fora há diversas teorias da conspiração, esquemas, puras brincadeiras, mentiras e meias-verdades, exactamente como existe no mundo não-digital. A diferença do que se passa no online é a capacidade de viralizar esses mesmo conteúdos e a capacidade de atingir não um pequeno grupo de pessoas mas sim milhares ou milhões.

E no online, os Hoaxs mais disseminados e que enganam mais gente, são os que se referem a questões de segurança e privacidade, pois é um assunto que preocupa a todos.

O Hoax que vos trago hoje é acerca de um desses.
Ora corria o ano de 2006 quando alguém pôs a circular que as boxs de TV (tipo as da MEO ou da NÓS)  teriam lá dentro uma câmara de vídeo e um microfone, que serviriam para as grandes corporações (o big brother do sec XXI) perceberem em tempo real o que o comum cidadão estaria a ver na Televisão e, ao mesmo tempo, o que estaria a fazer.
Paralelamente isto faria parte de um plano mundial de observação e controle dos cidadãos e das suas actividades - à-la vilão de James Bond.

Este Hoax surge aquando da passagem do sinal analógico para o sinal digital nos USA, e os que defendiam esta teoria da conspiração afirmavam que essa é a verdadeira razão pela qual se mudou de tecnologia. Para poder colocar câmaras em casa de todas as pessoas!

O vídeo abaixo é a consubstanciação – e a suposta “prova”.


Este vídeo provocou que centenas de pessoas andassem a abrir as suas set-top-boxs para verificar as peças (e depois mandá-las arranjar por andar a escarafunchar lá dentro).

Para terminar, fica a nota que a Google, Apple e a Comcast já mencionaram, recentemente, a possibilidade de realmente instalar câmaras e microfones nas suas settop boxes, de modo a melhorar a experiência de TV e conteúdos associados em tempo real...

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Citydrive – Carros partilhados em Lisboa

Imagine que está no seu local de trabalho e tem de se deslocar a uma reunião ali perto, mas não quer usar o seu carro que está tão bem estacionado. Ou imagine que quer ir ao cinema com os amigos que depois lhe dão boleia para casa.

A solução é pagar num carro, conduzi-lo até lá e depois deixá-lo para o próximo utilizador.

É este o conceito de Carsharing - a mobilidade desagregada do objecto. Ou seja, a possibilidade de uma pessoa se deslocar de um ponto ao outro da cidade, conduzindo um veículo que lhe é confiado, e deixá-lo simplesmente no local de destino para o próximo utilizador, sem qualquer preocupação de estacionamento, E tudo isto por um valor muito interessante.

E assim nasce o Citydrive. O carsharing em Lisboa.

O Citydrive tem uma frota de 20 Opel Adam e 20 VW Polo que estão estacionados por aí, na chamada “Zona de Cobertura”. Os veículos são de fabrico recente, têm sempre combustível e manutenção feita e podem estacionar-se em qualquer lado, exceptuando parques privados, graças aos acordos estabelecidos com a EMEL.

O funcionamento é simples: Só tem de se registar no site, fazer o download da APP gratuita Citydrive, encontrar uma viatura ali perto, pegar no veículo e conduzi-lo até ao seu destino. E depois deixe-o ficar lá, para o próximo cliente. Não há mensalidades, fees iniciais, fidelizações ou outras cláusulas.


Citydrive - Clique para visitar o site



As tarifas base são €/0,29 minuto, com 20Km incluídos e pronto! Mais nada, pois como promoção, o tempo de espera (standby com o carro estacionado, mas na posse do cliente) é devolvido como crédito numa próxima viagem.

O Citydrive está ainda na fase piloto, mas conta já com mais de 160 fiéis clientes, estando o alargamento da frota até à centena de veículos planeada até final de 2014.

Vou experimentar e depois conto mais.


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Project OMOTE: Video mapping numa face humana

A tecnologia de video-mapping já é relativamente comum hoje em dia.

Tecnicamente chamado spatial augmented reality, esta tecnologia é cada vez mais comum, até por cá. Quem não se lembra dos espectáculos que, todos os anos, a CML oferece aos seus munícipes no Terreiro do Paço?

O vídeo mapping ou projection mapping é uma tecnologia que permite mapear (previamente) superfícies irregulares num sistema computorizado e depois construir projecções de vídeo especificas para essas superfícies.

Agora imaginemos que o mapeamento é feito em tempo real – ou seja, que a superfície a mapear é adquirida em tempo real, o que provoca que essa mesma superfície pode mexer-se ou deslocar-se – e que a projecção é feita numa face humana?

Este é exactamente o desafio do Projecto OMOTE, da autoria do especialista de video mapping NOBUMICHI ASAI, do maquilhador HIROTO KUWAHARA e do engenheiro de imagem digital PAUL LACROIX.
A face de uma pessoa é adquirida em tempo real, exactamente com o mesmo tipo de tecnologia dos filmes tipo AVATAR, e é feita projecção vídeo nessa face, que se move e mexe livremente.

Vale a pena ver!