sexta-feira, 5 de setembro de 2014

O Hoax do «alguém» quer dar dinheiro por reencaminhar este email

Este Hoax anda pela internet desde sempre, ou, pelo menos, desde 1997. É um daqueles emails que circulam e que dizem que se reencaminharmos o mesmo para os nossos amigos, alguém nos enviará dinheiro.

As primeiras versões deste Hoax de chain-letter, falavam na Microsoft. Recebíamos um email na nossa caixa de correio que vinha de alguém e cuja mensagem atestava que a Microsoft estaria a fazer um qualquer estudo sobre a propagação dos emails e estariam disponíveis para mandar dinheiro – sim, dinheiro liquido – a quem reencaminhasse o email para os seus amigos.

Isto provocou uma disseminação do email nunca vista para a altura, já que acreditou-se piamente na história, e mesmo os mais esclarecidos reenviavam o emil “não vá dar-se o caso de…”




Mais tarde o mesmo email, mas a falar na Bill and Melinda Gates Foundation circulou, e desta vez o objectivo, para além da pessoa receber algum dinheiro, seria contribuir para uma ONG ou causa social.

Ao longo dos tempos, o mesmo email, com poucas variações, circulou e sempre com sucesso.

Ofereciam-se telemóveis Nokia, iPhones, iPads e outros que tais. E as pessoas participaram sempre.




Com a disseminação das redes sociais, nomeadamente o facebook, as chain-letters foram gradualmente sendo substituídas por partilhas na rede social, sempre com o mesmo objectivo: A propagação da mensagem, pura e simples, just for fun.

Uma variação destas chain-letters vai mais para o campo esotérico ou imaterial, oferecendo sorte, boa fortuna, saúde, conhecer o special-someone ou mesmo amaldiçoando quem não fizer seguir o email. E, mesmo em 2014, muita gente continua a participar.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

O FAPPENING e a questão da Segurança

O Fappening (contracção de Fap e Happening – sendo que Fap é calão anglo-saxónico para masturbação) do passado dia 31 de Agosto foi um leak de mais de 200 imagens íntimas de celebridades para a Internet pública.

Supostamente essas fotos são reais e estavam na posse dos seus legítimos proprietários em alojamentos de Cloud, mais concretamente na iCloud da Apple. Um utilizador – individual ou colectivo – conseguiu aceder a estas imagens e rapidamente as disseminou no site 4chan, inicialmente pedindo bitcoins (a moeda virtual) para quem as quisesse adquirir, e posteriormente de forma livre nas redes sociais Reddit, Imgur, Tumblr e Twitter.

As celebridades que viram as suas fotos íntimas expostas foram as chamadas A-list celebrities como Jennifer Lawrence, Kate Upton, Mary Elizabeth Winstead, Kaley Cuoco ou Kirsten Dunst, que num primeiro momento vieram negar a sua existência mas depois acabaram por vir confirmar a sua veracidade.



Entretanto, a Apple já veio, em comunicado, garantir que os seus servidores não foram pirateados e que não existiu qualquer falha nos alojamentos.
Há também quem diga que o(s) hacker(s) terá(ão)simplesmente adivinhado as passwords de acesso por serem demasiado obvias e simples, embora a teoria com mais adeptos, e muito em voga nos blogs de tecnologia, seja a de um ataque exploit via brute force HTTP basic, feito numa API da iCloud normalmente usada pela função "Find My Iphone", aquela app que nos permite encontrar ou bloquear remotamente o iPhone quando está perdido.

A investigação de como foi possível aceder a estas fotos, que supostamente estariam seguras nos alojamentos iCloud de cada utilizador, já envolve o FBI, a própria APPLE e um sem número de empresas de segurança e cibercrime, mas, à presente data, ainda sem qualquer resultado concreto.

Em todo o caso, a questão que este “evento” coloca é a segurança das imagens e documentos que guardamos nos nossos alojamentos de Cloud, uma vez que a esta segurança foi, de alguma forma comprometida.

O principio do armazenamento em Cloud assenta, acima de tudo, na confiança na segurança dos alojamentos, já que, quer a nível pessoal quer a nível corporativo, são inegáveis as vantagens deste tipo de tecnologia.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

As gravações e o Live TV - Let's talk about Advertising

Segundo o último estudo TGI (*) da Marktest, 37% das pessoas gravam os programas para ver mais tarde, ao invés de verem os programas em tempo real.

Ou seja, cerca de 3.2 milhões de Portugueses preferem gravar as suas séries e programas e depois vê-las na conveniência da sua disposição e comodidade, do que submeterem-se aos horários das cadeias de TV.

Esta realidade está ainda mais presente nos jovens, urbanos e, de classes mais elevadas.



Estes factos devem-nos fazer reflectir sobre o novo paradigma de TV que tem implicações directas no que respeita à publicidade.
Ninguém acredita que, num programa gravado, o espectador veja a publicidade nos intervalos para ela destinados, e, desta forma, seja impactado pelos anúncios.

Na realidade o consumidor que grava a sua série ou o seu programa na Box, passa à frente a publicidade, tornada obsoleta pela tecla de fast forward, e detém-se mais nos spots de autopromoção de novas séries e/ou spots de produtos relacionados com os próprios programas. Ou, pelo menos, de produtos relacionados com o tema do que está a ver.




Desta forma, os marketeers e publicitários, face a esta realidade, têm agora duas novas preocupações: a relevância e o enquadramento.

Não basta fazer um spot que cumpra os objectivos da marca e que seja criativamente apelativo. Tem também de se adaptar às novas realidades de visionamento de TV, sendo relevante e, de alguma forma, enquadrado no slot em que o spot vai passar, de modo a que faça parte do que o consumidor realmente quer ver.

Os media planners, por outro lado, passam a envergar o fato de consultores de oportunidade e tem também uma palavra a dizer no que respeita à criatividade da própria peça.

O tempo de colocar o anúncio do sabonete no meio do Telejornal está no fim. Os novos tempos são os do sabonete no intervalo da novela, com uma história tipo novela, personagens tipo novela e enquadramento na novela.

 Digo eu. :)




(*) O TGI é um estudo que permite identificar, conhecer e segmentar o consumidor português de acordo com os seus consumos, posse de bens e serviços. Através de mais de 300 Statements, com uma base amostral de 5000 entrevistas/ano sobre 17 sectores de mercado, o TGI da Marktest avalia o consumo e posse de bens e serviços para um total de 240 categorias, recolhendo em Portugal, informação para mais de 3000 marcas.


terça-feira, 2 de setembro de 2014

República do Equador lança MOEDA DIGITAL

Depois do BITCOIN, aquela moeda digital peer-to-peer que surgiu há uns dois anos que ainda hoje causa alguma disrupção na economia mundial (pelo menos conceptualmente) pela sua imaterialidade e auto-regulação, e algumas tentativas de aventuras semelhantes por parte da Google e da Amazon, surge agora uma iniciativa mais concertada e institucional, por parte do Governo da República do Equador.

De acordo com a Associated Press, esta iniciativa do Governo equatoriano está planeada para Dezembro de 2014 e, ao contrário das suas congéneres, será regulada pelo banco central do país.
Esta moeda digital coexistirá com a moeda nacional – o dólar americano – e servirá, numa primeira instância para pagamentos de intangíveis digitais, carregamentos de telemóveis e pagamentos online.




Embora a existência desta moeda, neste contexto, seja precisamente o contrário do que defende a Bitcoin, uma vez que será controlada por um banco central, o princípio do valor da nova moeda digital equatoriana será  mesmo: a lei da procura e oferta.

De notar também que esta notícia surge após o governo equatoriano ter banido todas as outras moedas digitais – nomeadamente a Bitcoin

Esta iniciativa, supostamente servirá mais de meio de inclusão da população à realidade digital e à realidade financeira do país, que tem uma divida publica na ordem dos 11Bn dólares