terça-feira, 30 de setembro de 2014

MEO TAXI combate UBER em Lisboa e Porto

A PT lançou recentemente o MEO TAXI.
Num modelo de negócio muito semelhante à UBER, esta plataforma de contacto faz a ponte entre o taxista e o cliente final, tudo através de uma APP que funciona para ambos.

Meo Táxi



Disponível, para já, apenas em Lisboa e Porto, do lado do cliente, a app permite, com apenas um botão, chamar o táxi mais próximo, baseando-se na geolocalização do cliente. A app permite ainda o acompanhamento do percurso do táxi até que este chegue até si, escolher o tipo de veículo (baseado no número de lugares, características, etc) e avaliar o motorista/a viagem.

Do lado do taxi, a app pemite, aos profissionais que adiram ao serviço – e paguem a devida comissão - a possibilidade de serem contactados para serviços, baseando-se na sua proximidade á chamada.

Tudo muito Uber-like.




No entanto de fora ficam as outras funcionalidades a que o Uber nos habituou, como a importantíssima possibilidade de saber de antemão quanto se vai pagar pela viagem, o garante dos 5 minutos de proximidade, a disponibilização do perfil público do motorista e, obviamente, a exclusividade do serviço.

Mas é, sem dúvida, um passo em frente na inovação nacional, na integração de serviços e no principio de colocar a decisão, literalmente, na  mão do cliente, pela mão da empresa Geolink.

Vamos agora ver quantos profissionais da “praça” irão aderir a este serviço.

Mais info AQUI

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

O caso #BENDGATE e a oportunidade para as (outras) marcas.

Toda a gente sabe o que se passou com o novo iPhone 6, principalmente a versão Plus. É que parece que colocado no bolso de trás das calças e fazendo pressão, simplesmente o telemóvel, cuja finíssima caixa é feita de alumínio, dobra!

Dobra e já não volta ao lugar!

O vídeo abaixo em que se pode ver um iPhone 6 a ser dobrado pela simples força das mãoes, de Lewis Hilsenteger, um expert que mantem um canal de youtube dedicado a hardware, já teve mais de 44 milhões de visualizações.





A Apple já veio dizer que, dos mais 10 milhões de aparelhos já vendidos, apenas tiveram 9 casos em que aconteceu esta questão. A marca tem-se desdobrado, nos últimos dias, em declarações sobre o assunto, lançando dados técnicos sobre os seus testes de pressão e até abrindo as portas do mesmo centro de testes à imprensa para verificarem a solidez do gadget, que afirmam ser “normal” para o tipo de equipamento que é.

Mas a desgraça de uns é a oportunidade de comunicação de outros. Assim que a hashtag #bendgate se tornou viral, pelos milhares de posts literalmente a gozar com a apple, notável foi o aproveitamento do hype de comunicação por outras marcas, para “cavalgar a onda”, demonstrar a sua elasticidade, atenção aos trends da actualidade, e até humor.

Foi o caso de alguns exemplos que deixo abaixo:

A LG diz que o telefone deles também dobra, mas de propósito...




A Kit Kat diz que o produto deles não dobra. Parte mesmo


A cerveja New Belgian diz que aquilo também acontece com o produto deles, quando fica no bolso



A Samsung diz que o produto deles é curvo, não dobrado



A Nokia alemã diz que o produto deles há muito que não dobra nem torce



A Heineken "solidariza-se" dizendo que o mesmo acontece também aos seu produtos.. .as caricas...

A HTC diz que o seu produto está testado contra este tipo de uso mais intenso...



Já há uns tempos, no caso do blackout durante a final de um jogo de baseball, as marcas demonstraram estar muito atentas ao que se passa, exactamente para estarem presentes nos trends dos social media e fazerem parte dos mesmos. A isto chama-se, a audácia da comunicação dos novos tempos.




P.S - Como se não bastasse, esta foi uma das mais negras semanas de sempre para a Apple, onde também tiveram de retirar do ar o update 8.0.1 para o seu sistema operativo, após 2 horas de ter sido lançado, simplesmente porque um bug provocava que os iPhones ficassem sem rede telefónica.

Há que diga que Steve Jobs deve andar às voltas onde quer que esteja…

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

O desafio da imprensa 2.0

Preâmbulo
Por ser um texto para um meio digital apenas vou abordar os desafios colocados para a Imprensa quer generalista quer especializada no formato eletrónico propriamente dito. Não porque considere que o papel deixará de ter sentido em breve mas simplesmente porque a questão da sobrevivência do papel seria só por si um tema – que poderá ficar para uma outra ocasião. Além disso nem sequer é assunto para uma editora considerar neste momento a possibilidade de não abordar estes formatos ou tão pouco preocupar-se com o potencial de canibalização. O corolário destes dois factos sendo portanto que ambos se podem tratar em paralelo passe embora o facto de obviamente existirem sinergias e conflitos a dirimir entre ambos.

Sobre o produto
As principais características do meio escrito são a seleção, a hierarquização e organização dos conteúdos que desejamos comunicar. Podemos considerar que no meio digital esta seleção continua a existir – temos na mesma uma Home Page ou uma “capa” se considerarmos um paradigma de revista “Digital” e na verdade refletindo bem o que se passa é que os aspetos anteriormente descritos continuam a existir e se vêm enriquecidos. Logo aqui se coloca um primeiro desafio de natureza essencialmente económica. Na verdade esta maior riqueza é boa para o leitor mas para o editor resulta obviamente em custos acrescidos.

Tal como também resulta em custos acrescidos a segunda diferença que desde logo apontamos entre a imprensa escrita circunscrita ao papel e a sua equivalente digital. Espera-se não só um enriquecimento estrutural como também de tipo de media recorrendo ao vídeo por exemplo. De novo uma expectativa legítima por parte do leitor – afinal foi-lhe “vendido” que assim seria – mas também mais um custo acrescido no que diz respeito à produção.

Quando a estas duas características juntamos o facto de o cibernauta esperar interatividade (verdadeira interatividade isto é uma comunicação bidirecional) e ainda um ambiente de navegação rico e com significado semântico então as exigências em termos de recursos humanos sobem não só quantitativamente como também qualitativamente. Poderia estabelecer aqui – no controlo e no significado ou relevância desta bidirecionalidade o principal desafio colocado à imprensa 2.0 porém não o farei. É um tema interessante e polémico mas não é no que me diz respeito um obstáculo antes é uma característica própria do meio com a qual temos de aprender a lidar.

Ou seja se o fator produtivo se aligeirou um pouco pela desmaterialização do produto (e daqui a pouco veremos que não é assim tanto como se poderá julgar) este foi mais que compensado por custos em recursos humanos que se quisermos cumprir a promessa de um produto digital como terá sido imaginado transcendem largamente o custo do papel.

Sobre a distribuição
Também aqui a promessa aos editores do Digital parece num primeiro passo o verdadeiro paraíso; a promessa do Digital de desintermediação – a possibilidade de atingir diretamente o leitor é simultaneamente uma promessa de melhor o poder conhecer e logo de valorizar essa ligação direta a todo e qualquer anunciante e também uma promessa de deixar de depender de terceiros para essa ligação com os óbvios ganhos de margem associados.

E sim essas premissas são verdadeiras porém rapidamente os editores perceberam que apesar de tudo essa intermediação sendo de natureza diferente continuaria a existir, quer por via dos parceiros tecnológicos que não perderam a oportunidade de construir um modelo de negócio baseado nessa mesma intermediação quer por via de outros aglomeradores de conteúdo que respondendo à necessidade básica dos leitores “Onde vou encontrar o que quero ler” acabaram também por criar um negócio de intermediação que é em muitos casos semelhante à distribuição física.

Ou seja embora em aparência a publicação digital pareça ser mais proveitosa do que a física no que diz respeito à distribuição na verdade as taxas hoje praticadas pela maioria das lojas digitais assemelham-se em muitos casos ao total dos custos praticados nos canais físicos (juntando distribuição e retalho).

Sobre o preço
Se estivermos a falar da internet normal e a suposta gratuidade dos conteúdos nem valerá a pena estender-me muito sobre esta dimensão. No caso das revistas digitais vistas durante alguns meses (na internet as coisas avançam depressa)) como o Santo Gral para os editores então ainda assim estamos sempre a falar de preços abaixo dos preços em papel.
Portanto sejam gratuitos ou mais baratos a perceção do consumidor não deixa de ser que um produto digital por não ser material pode ser mais barato. Pouco importa como referi que os custos de produção outros que os materiais diretos sejam na verdade maiores – o facto é que essa é a perceção maioritária de quem consome conteúdos online – sobretudo de informação ou de opinião.

Sobre a promoção
Não deverá ser difícil a qualquer leitor deste texto – assumindo que resistiu até aqui – encontrar na net variadíssimas fontes que lhe dirão como é fácil promover o seu produto ou serviço. Fácil e barato para já não dizer gratuito.
Infelizmente não é nem fácil, nem barato muito menos gratuito. Aliás mesmo admitindo que alguma vez o tenha sido obviamente se fosse fácil para todos rapidamente o equilíbrio tenderia para o que sabemos.
Obviamente os motores de pesquisa e outros indexadores facilitam a promoção mas não a tornam gratuita. Contrariamente a alguns colegas penso que o Google é um aliado dos editores e não um concorrente. Se considerarmos que um meio digital tem por obrigação ser mais relevante (em média) que um qualquer blog então os indexadores serão efetivamente o que mais próximo existe de promoção gratuita.

De novo poderia aqui também colocar como desafio principal aquilo que alguns colegas consideram ser a concorrência ilegítima dos bloggers e da existência de “lixo” que prejudica os meios sérios.  Para mim esta é uma falsa questão e uma hipocrisia por quem supostamente sendo profissional de comunicação deveria respeitar mais do que ninguém a liberdade de expressão. Sim, a publicação eletrónica reduziu as barreiras à entrada, sim multiplicou as fontes de informação exponencialmente, sim algumas dessas são más – como também são maus alguns dos artigos dos nossos meios “profissionais”. A diferenciação pela qualidade não pode caber a nenhuma alta autoridade nem a nenhum processo burocrático. A diferenciação é feita como em todas as coisas pelo consumidor.

Quero acreditar que em média por todos os fatores descritos um órgão profissional será sempre melhor que um blogger. E se não o for … então esse blogger estará exatamente na mesma divisão e merece da mesma forma a respetiva recompensa. Mas de novo este seria um tema só por si … mas não o principal desafio.

Conclusão
O desafio colocado na verdade situa-se não numa comparação entre o papel e o digital porque essa comparação é irrelevante mas antes no facto de para o meio digital todos os fatores de produção serem após análise mais exigentes do que o equivalente em papel  (e para simplificar nem sequer abordamos aqui as dimensões de Recursos Humanos , de Processos e de Estrutura que ainda tornam o cenário descrito mais difícil) e para piorar a situação não existir por parte do consumidor uma perceção coincidente desse custo acrescido antes pelo contrário.

Esta diferença com razões históricas responsabilidade dos próprios media é na verdade em minha opinião o maior desafio que se coloca à imprensa 2.0 . Perceber por um lado o que o consumidor realmente deseja de todo o universo de funcionalidades e de riqueza de conteúdo que podem ser oferecidos com toda a certeza mas sobretudo conseguir comunicar que esse admirável mundo novo tem um preço.  É que se na primeira dimensão parece-me que de uma forma ou de outra lá chegaremos, para o segundo não vi até agora solução que me convencesse.





Fernando Vasconcelos

Mestre em Sistemas e Computadores pelo IST, MBA em Marketing pela Universidade Católica Portuguesa . “Internetossaurus” especialista em marketing digital. Co-autor do livro “A Gestão do Cliente no Século XXI”. Assessor da direção na Goody S.A com o pelouro da direção de Marketing . https://www.linkedin.com/in/fvasconcelos

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

O Hoax do carregamento do iPhone

Desde o lançamento do iOS 8, há uns meses, que circula pelo mundo digital a notícia de um novo e rápido modo de carregar o seu iPhone: Basta colocar no micro-ondas lá de casa e em 70 segundos o aparelho estaria carregado a 100%.

Obviamente isto é um Hoax e, desta feita, devidamente perigoso e destrutivo, já que o único resultado de colocar um smartphone no micro-ondas é dar cabo dele – nos tais 70 segundos.

Supostamente o iOS8 teria um novo tipo de tecnologia, a que deram o nome de "WAVE", e que seria responsável pelos carregamentos rápidos.
Para ser ainda mais simples e convincente, esta tecnologia estaria já presente nos iPhones, mas desligada, e com o novo sistema operativo ficaria automaticamente activada – o que vai exactamente de encontro dos que defendem as teorias de conspiração que há mais nos nossos telefones do que aquilo que sabemos.


Exemplo do anúncio á falsa tecnologia WAVE


Este hoax está devidamente documentado, com banners, filmes no youtube e demais posts um pouco por todo o lado, a que se segue a massificação causada pelas partilhas nas redes sociais.

E há muita gente a cair nele!

O Reddit atribui a autoria deste Hoax a um thread anonimo do site 4chan, onde já no passado tinha circulado um outro hoax acerca de uma função, também do iPhone, que automaticamente o transformaria em equipamento à prova de água…