terça-feira, 7 de outubro de 2014

Bill Gates fala sobre o dinheiro digital

O meu post de hoje é apenas um vídeo. E ESTE vídeo vale a pena ver, e até ao fim.

Bill Gates (Microsoft e Bill & Melinda Gates Foundation) em entrevista à Bloomberg fala acerca da nova geração de pagamentos de bens e serviços para pessoas que não têm contas bancárias.

Bill Gates discute o peer-to-peer no envio de dinheiro, através de smartphones e equipamentos similares, experiências que já estão a ter lugar em países como o Quénia, Bangladesh e Somália e sobre a questão de não serem necessários bancos envolvidos nas transacções.




Vale a pena ver. São 15 minutos do futuro.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Uma Интернет só para mim!

Num discurso proferido no Conselho de Segurança Nacional Russo na semana passada, o Presidente Vladimir Putin veio demonstrar a sua vontade de criar uma Internet russa, à parte da “outra”, de modo a salvaguardar os interesses e sites russos.

Foto RIA Novosti/Dmitry Astakhov


A ideia será construir um sistema de proxy/backup para todos os acessos provenientes da Rússia, cujo tráfego se dirija a sites de domínio .ru, e .rf, que assegure que os sites se mantém online “numa situação de emergência nacional.”

Este sistema isolará a rede russa da www global - à semelhança do que acontece na China - mas apenas em caso de emergência.

Segundo Putin, a ideia não é “limitar o acesso, controlar ou nacionalizar a Internet", mas sim “garantir o funcionamento da Internet russa, e melhorar grandemente a segurança das redes de comunicação domésticas e fontes de informação, principalmente as usadas pelas entidades governamentais” principalmente porque os ataques de hackers tem visado, cada vez mais, sites russos.

Alheio a este assunto não devem estar as declarações de Edward Snowden, presente habitante de Moscovo, que atribuiu recentemente o crash do acesso Internet na Síria, em 2012, às acções de hackers dos USA.

Esta ideia, segundo as declarações de Putin, será completamente transparente para o utilizador e apenas entrará online no caso da tal eventual “emergência nacional”.

De notar que sistemas similares, de redundância e back-ups descentralizados são já comuns em diversos organismos, empresas e redes militares. Aliás, é bom lembrar que a própria Internet nasce, na década de 60 do século passado, de um projecto de manter em rede instalações militares, em caso de catástrofe - ARPANET.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

O Aperto de mão

O uso de novas tecnologias é hoje uma expressão banal.

Por vezes parece que ainda não nos habituamos ao facto do recurso à tecnologia fazer parte do nosso quotidiano, como a escrita, a emoção e a alimentação.

Assim, a notícia não é o uso de tecnologia, mas a recusa em aceitá-la e usá-la convenientemente.
A obrigação é estar atento. O desafio é saber extorquir dos equipamentos, programas, gadgets, ou acessórios as respectivas potencialidades.
Se um dos mitos urbanos actuais é que apenas usamos um décimo do cérebro, então dos novos equipamentos nem um centésimo devemos utilizar. Aliás, mal nos habituamos ao on-off de um, já este foi substituído por outro ou sofreu no overnight, um upgrade qualquer.

Na política internacional o desafio é o mesmo. Apesar do baixo preço das viagens aéreas que faz concorrência com o acesso às novas tecnologias, o seu uso aumenta exponencialmente para trocar informação, contactar pessoas, acertar contactos e até conhecer melhor as situações e os seus protagonistas.

Significa isto a realização de menos reuniões internacionais inconsequentes? Não.
A tecnologia não substitui o contacto humano, a pessoalidade, a emoção ou o sentimento.
A política é feita de pessoas, com pessoas e seguramente para as pessoas.

A tecnologia – mesmo usada exponencialmente em todo o seu esplendor – promove a informação e o conhecimento. Alarga os horizontes e desenvolve a ciência.
Potencia a investigação, as descobertas e a partilha das mesmas.

Mas lá fora, como aqui dentro, nada substitui as pessoas e o aperto de mão.





António Rodrigues

Advogado de profissão. Deputado de função. E Vice-Presidente da bancada do PSD na Assembleia da República responsável pela área dos Assuntos Europeus e Negócios Estrangeiros. Mestre em cooperação e Desenvolvimento internacional. Professor Universitário entre 1983 e 2008. Exerceu funções de gestão e consultoria internacional em missões do Banco Mundial e da UE. Autarca entre 1985 e 2013.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Somos já 5.5 Milhões de “internéticos”, em Portugal

Segundo o Bareme Internet 2014, da Marktest, lançado há pouco, os portugueses online são já 5,5 milhões, ou seja 64% do universo de pessoas maiores de 15 anos, que vivem no continente.



De um número que em 1997 era apenas de 6,3% - lembro-me de em 95 sermos apenas uma mão-cheia – até ao presente número, o crescimento foi de 10X nestes 17 anos.



Segundo o mesmo barómetro, no que respeita ao perfil de utilizadores, entre os quadros médios, superiores e estudantes, o acesso corresponde a 100%, assim como entre os jovens 15-24, de classe social alta, o valor ronda os 99% de penetração.

E já que falo de números, se alargarmos a análise para o resto do mundo, o site InternetLiveStats afirma que cerca de 40% do total da população mundial tem hoje acesso à internet, enquanto em 1995 este valor era apenas de 1%.

Em termos absolutos, estamos a falar de cerca de 3 mil milhões de pessoas ligadas (mais concretamente 2.981 milhões) estimando-se que o número redondo 3bn seja ultrapassado ainda este ano.
Deste total, 48% correspondem à Ásia, 21,8% à America e apenas 19% à Europa.