quinta-feira, 30 de outubro de 2014

6 dias sem sol, o último Hoax da Internet

Começou a circular há uns dias, e rapidamente tomou conta da Internet: O planeta terra prepara-se para ter 6 dias sem sol, devido a “explosões solares”.
Esta notícia e uma pseudo-explicação científica teriam sido confirmadas pela própria NASA e estes dias de completa escuridão ocorreriam entre 16 a 22 do próximo mês de Dezembro.

Esta “notícia”, primeiramente divulgada no site http://huzlers.com/ fez (e continua a fazer) furor nas redes sociais, na blogosfera e um pouco por toda a internet.

As hasgtags #6DaysOfDarkness rapidamente subiram para o top dos termos mais referidos e pesquisadaos no Twitter (e também no facebook) e o temor instalou-se um pouco por todo o lado, mesmo estando descrito no pretenso artigo que não existiriam quaisquer riscos para o planeta ou seus habitantes do pressuposto fenómeno.




As fotos e referências que estão no artigo são pessoas, imagens e situações reais da NASA, dando credibilidade a todo este assunto.

Entretanto os media tradicionais, que cada vez mais vão à internet buscar as suas notícias, também começaram a falar sobre o assunto o que provocou que um desmentido oficial tivesse de ser produzido, para descansar as pessoas.
Especialistas de todo o mundo, de entre os quais a própria NASA, face à proliferação do assunto, vieram a público afirmar que nada sabem do assunto, não tem qualquer ligação com a notícia nem conhecem qualquer fenómeno associado a explosões solares que cause 6 dias de escuridão para o nosso planeta.

Este hoax tem tudo o necessário para se tornar viral: é um fenómeno global, está quase aí, há gente a tentar encobri-lo (para os “fanáticos” das teorias da conspiração) e, não tendo efeitos nocivos, as pessoas são encorajadas a participar e a partilhar o que pretendem fazer nesse período de escuridão.

Mais um para o rol de Hoaxs globais.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

"Ordem de leitura" em comunicação

Há muito que, quem trabalha na publicidade, sabe acerca do conceito de “ordem de leitura”.

Este conceito defende que os argumentos comunicacionais numa qualquer peça tem de ser desenhados e colocados em locais certos para que uns sejam lidos mais cedo que os outros e assim se consiga passar uma história, um conceito, uma mensagem coerente e que cumpra os objectivos da peça.

Desta forma existirá, sempre, uma ordem de leitura de uma peça. Ou seja uma path que os olhos do consumidor percorrem quando vem pela primeira vez o anúncio.

E uma boa peça publicitária, bem construída, permite contar a tal história visual e fazer que o consumidor se foque primeiramente nos argumentos importantes e depois nos secundários.

A tecnologia de eye tracking (sensores que permitem, em tempo real, detectar, medir e registar o tempo, movimento e atenção dos olhos em relação a um qualquer ponto) aplicada à publicidade permitiu verificar essa ordem de leitura e, em alguns casos – quando se recorre a focus groups e test groups – corrigir as peças de forma a que o resultado final seja exactamente o pretendido.

Essa tecnologia permite criar os chamados “Heatmaps”, mapas tipo termograma que registam as áreas para onde a atenção das pessoas mais se foca.



Nesta anúncio, a atenção recai principalmente no rosto de Scarlett Johansson


Ordem de leitura de uma embalagem de bifes



Este excelente artigo do Business Insider mostra 29 heatmaps de anúncios, vídeos, websites (Google e Facebook) curriculums, e até posicionamento de produtos em liners de supermercado. Vale a pena ver, AQUI

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Tinder para noticias

No Disrupt Europe foi apresentado o projeto Newsly que tem como principal objetivo filtrar as notícias que vamos recebendo com base num algoritmo que vai registando as nossas preferências e que em termos de utilização tem muitas semelhanças com o Tinder (uma app que liga utilizadores para dating).



O conceito é simples. A aplicação vai mostrando notícias ao utilizador que decide se tem interesse em ver o detalhe das mesmas fazendo um swipe para a direita. Se não estiver interessado faz um swipe para a esquerda.

A aplicação vai aprendendo os gostos do utilizador para sugerir notícias que vão de encontro ao seu perfil e, de acordo com os responsáveis do serviço, consegue ser bastante eficiente a partir de 20 swipes. Numa primeira fase identificando as temáticas genéricas como política ou desporto, e de seguida aprofundando dentro dessas temáticas (por exemplo noticias de futebol sobre o Benfica ou noticias de ténis sobre jogadores portugueses no ATP e no WTA).

Este conceito tem ganho seguidores em outros mercados, como por exemplo aplicações de m-commerce, e deverão surgir mais serviços suportados na mesma lógica.

O modelo pode vingar em alguns mercados mas para tal é fundamental que o utilizador esteja disponível para “ensinar” a aplicação e que a variedade e recorrência sejam muito elevadas para justificar a existência de um intermediário com o papel de curador dos nossos interesses.




Tiago Silva Lopes

Diretor de Dados e Conteúdos Multiplataforma, responsável por diversos serviços over-the-top da Portugal Telecom. Foi responsável pela gestão dos conteúdos e serviços do portal SAPO e é um empreendedor fora da PT nos seus tempos livres. Vasta experiência no desenvolvimento de novos negócios.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Pagamentos mobile - Apple Pay e (por cá) MB Way

Uma das grandes novidades do iOS 8.1 – que foi lançado no início da semana, é o Apple Pay (ou para alguns o iPay segundo a nomenclatura habitual da Apple).

O Apple Pay funciona apenas no iPhone 6 e, futuramente, no Apple Watch e é um sistema de pagamento baseado no passbook dos iPhones e em NFC (Near Field Communication) para pagamentos em lojas físicas.

Basta adicionar o(s) cartão(ões) de crédito à conta iTunes e guardar os dados no Passbook – assim como já se guardavam os bilhetes de concertos e passagens aéreas – e utiliza-lo para pagamentos nas lojas virtuais.
No que respeita às lojas físicas, aí entra o NFC em acção, exactamente como na última geração de cartões Visa: Basta aproximar o telemóvel do terminal de pagamento, desbloquear a aplicação Apple Pay utilizando o sensor de impressões digitais e confirmar a compra utilizando o mesmo método.

A Apple garante que serve apenas de intermediário e facilitador tecnológico, não ficando com quaisquer dados das transacções ou lista de artigos.

Aliás há um vídeo, da autoria da TechCrunch a circular, que demonstra como é simples usar o sistema para comprar um Red Bull na Walmart’s e um hamburger na McDonalds.




Por cá, a aproveitar a onda, neste nosso canto-à-beira-mar-plantado foi lançado hoje, pela SIBS, o MB Way – Multibanco no telemóvel.




Esta tecnologia, também de pagamentos mobile, está disponível para iOS e Android e funciona pela associação do nº de telemóvel a cartões de débito/crédito. Ao fazer o download da aplicação e sua instalação -  e após configuração dos sistemas de segurança de PIN/Password,  o utilizador passa a poder fazer pagamentos em lojas físicas ou virtuais simplesmente utilizado esse pin/password e o seu número de telemóvel.

Eu explico melhor: Nos locais (fisicos ou virtuais) que aderirem a este sistema, o cliente só tem de fornecer o nº de telemóvel ao vendedor. Este insere-o no seu sistema e o cliente recebe uma notificação da APP para efectuar o pagamento, e fá-lo utilizando a mesma aplicação. Simples, não?

Este projecto vai estar seis meses em piloto e prevê-se para Abril de 2015 a sua abertura a todos os que queiram aderir. Vamos agora ver como decorre a aceitação, por parte de utilizadores e vendedores a este sistema, sendo que o seu sucesso poderá estar muito dependente do preço do serviço/equipamento para o vendedor…

Mais informações no site MB Way