Isto da Internet veio transformar realmente o mundo. E eis mais uma prova.
Na semana passada o ex-presidente Bill Clinton resolveu “picar” o seu sucessor George W Bush, no enquadramento de um livro que está a ler.
O livro em questão “#41 by #43” - que é como quem diz "A opinião do 43º Presidente dos USA (George W Bush) sobre o 41º Presidente (George Bush), seu pai - saiu recentemente e, cordialmente, George W bush enviou uma cópia a Bill Clinton, até porque terá menções ao mesmo e à sua presidência.
Clinton, com o humor que se lhe conhece, postou no twitter um agradecimento e uma alfinetada: “Received my copy of #41 by #43, George W. Bush. Touching tribute! #HowAreYouSTILLNotOnTwitter” – Notem a hashtag “Como é possível que ainda não estejas no Twitter”.
No dia seguinte, George W Bush responde a Clinton, desta vez através do Instagram: “Thanks, 42! Hope you like the book about your pal, #41. #HowAreYouSTILLNotOnInstagram” - reparem na hashtag “Como é possível que ainda não estejas no Instagram”
O meu post de hoje só pode ser sobre isto: Hoje a sonda Rosetta, mais concretamente o módulo Phialae vai aterrar num cometa. É um grande dia e um grande feito da humanidade.
Centro de controle da ESA
A missão já tem 10 anos e hoje é o dia D, sendo as 16h (GMT) a hora H.
O módulo Philae, do consórcio europeu liderado pela ESA (Eusopean Space Agency) vai ser disparado da sonda Rosetta e aterrar no cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko (bem que podiam ter mais inspiração para os nomes ...) que está mesmo aqui ao lado: a apenas 450 milhões de km !
O evento pode ser acompanhado em directo no livestream e comentado pela hashtag #CometLanding nas rede sociais.
A notícia do dia é o site Insecam que lista as webcams e camaras de videovigilância privadas por todo o mundo.
Com a proliferação das câmaras IP (câmaras que ligam directamente à Internet, através de redes wi-fi ou cabladas) que nem sequer necessitam de computador, e com a facilidade que as mesmas podem ser activadas por utilizadores sem conhecimentos mínimos de informática, o resultado só poderia mesmo ser este: Milhares de câmaras privadas sem qualquer protecção por todo o mundo, disponíveis para serem consultadas por qualquer um.
E a questão é simples: este tipo de câmaras vem com passwords simples (tipo “admin” ou “123456”) ou simplesmente sem qualquer password de fábrica. E as pessoas que as instalam não configuram essa opção por descuido, esquecimento ou simples desconhecimento.
E assim as imagens que as câmaras capturam estão disponíveis para qualquer pessoa na Internet.
Em todo o mundo são mais de 64000 e só em Portugal são 231, de lojas, casas, propriedades, etc.
No caso nacional a Policia Judiciária parece que está atenta ao assunto e que estará a fazer diligências junto dos proproietários do site para remover os feeds. Mas, em todo o caso, o site é apenas um agregador de links que podem ser encontrados simplesmente pesquisando no Google, pelo que o problema reside, definitivamente, mais a montante.
A par da democratização da tecnologia, que eu sempre defendi, há sempre que fazer acompanhar essa abertura com informação e formação. Ou então é como largar um bebé numa loja de cristais…
A Internet tem destas coisas. Inexplicáveis. Inintendíveis (existe esta palavra)?
E este caso é um dos seus ex-libris.
Era uma vez um “caixa” de um supermercado nos USA, neste caso o “Target”. Alex Lee de seu nome, tem 17 anos e estava tranquilamente na sua vida a registar as compras de alguém, quando alguém twitou uma foto dele com o comentário “YOOOOOOOOOO”. E subitamente a Internet explodiu.
Ninguém sabe porquê, mas a foto do Alex caiu “no goto” da Internet e a disseminação da foto do Alex, e da conseguinte hashtag # AlexfromTarget viraram moda de um dia para o outro.
Com mais de 1,1 milhões de menções em 24 horas, a conta de twitter do jovem passou de repente de 100 e poucos seguidores para mais de 500.000, teve direito a entrevistas nos media tradicionais (USATODAY, CNN, NewYorkDailyNews, BusinessWeek, Buzzfeed, Vines), foi convidado especial da Ellen Degeneres show, fizeram músicas com o seu nome, as "memes" com a sua foto rodam o mundo, teve já direito a uma entrada no urban dictionary, há já uma moda de vestuário com o seu nome, diversas contas de twitter e facebook com fãs e seguidores, enfim. A loucura!.
A própria empresa “Target” já veio, nas redes sociais dizer que “We heart Alex, too! #alexfromtarget” e também este post teve direito a mais de 28 mil retweets e 43000 favoritos, contra os costumeiras 100 interacções aos seus posts.
E o que é que Alex fez para ser famoso? Nada. Simplesmente existe. E a Internet, não se sabe porquê, adora-o. Os especialistas tentam explicar este fenóneno sem sucesso, embora já existam diversas teorias.
Enfim. Como diz Andrew Lih da American University School of Communication, "The Internet is more and more like your local high school where inexplicably the crowd picks something that is not that interesting and elevates it to popularity status.”.
Grande dor de cabeça para os profissionais das redes sociais, quando os seus clientes pedirem coisas destas.
Um caranguejo gigante foi avistado em Inglaterra! Um “bicho” de mais de 15 metros de comprimento foi avistado ao largo do porto de Whitstable, no Kent - Reino Unido.
A fotografia, tirada por “meios aéreos” mostra indiscutivelmente um caranguejo gigante perto do molhe do referido Porto. Aliás este “Crabzilla” – numa referência ao monstro do cinema Godzilla, já tinha sido avistado em 2013 por "populare"s que colocaram a imagem na Internet.
Esta “notícia” chegou inclusive ao jornal Daily Star, que a divulgou como uma ameaça latente à população (ver artigo AQUI).
A imagem, gerada por Photoshop em cima de uma imagem do Bing Maps correu mundo e entre a incredulidade e as teorias da conspiração (que seria um organismo manipulado pela ciência, como arma) tornou-se viral e as redes sociais disseminaram-na como um dos “spooky events” do ano.
Arranca hoje o ESA BIC Portugal – Business Incubation Center da Agência Especial Europeia (ESA).
Gerido pelo Instituto Pedro Nunes de Coimbra, em consórcio com o Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto e a agência DNA Cascais, este centro de incubação de empresas “visa promover a criação de startups no domínio da transferência de tecnologia espacial para outros sectores, como saúde, energia, transportes, segurança e vida urbana.”
O que quer dizer que o seu objectivo é aplicar, cá na Terra e em sectores do quotidiano, as ciências e tecnologias usadas no espaço, nomeadamente as novas descobertas e testes realizados na ISS, desenvolvido por start-ups que queriam trabalhar estas inovadoras tecnologias.
Este projecto é gerido por um consórcio que envolve o é a cinco anos, tem um orçamento que ronda os 8M de euros e prevê apoiar até 30 empresas e criar mais de 120 postos de trabalho.
Mais informações sobre os Businesse Incubation Centers podem ser consultadas no site
da ESA AQUI
O sistema obriga a que existam, tal como nos eléctricos lisboetas (ou mais propriamente nos famosos autocarros eléctricos de Coimbra), subsestações eléctricas, catenárias e cablagem traçada pelas estradas onde os camiões circulem, naquilo que a Siemens chamou de conceito eHighway.
Previsivelmente este sistema permite uma economia de mais de 80% de combustível em transportes de longo curso, sendo que a travagem, tal como acontece nos automóveis de última geração, permite gerar energia para carregar a bateria e, neste caso, para devolver energia à rede eléctrica.
O sistema permite a alternância de fontes, ou seja, em troços onde não esteja disponível a ligação eléctrica, os camiões possam funcionar normalmente com os motores diesel de combustão interna e/ou motores híbridos.
Parece que os USA e a Suécia vão ser os primeiros países a apostar neste sistema, instalando o equipamento necessário nas auto-estradas de maior movimento de pesados, já a partir do próximo ano.
Começou a circular há uns dias, e rapidamente tomou conta da Internet: O planeta terra prepara-se para ter 6 dias sem sol, devido a “explosões solares”. Esta notícia e uma pseudo-explicação científica teriam sido confirmadas pela própria NASA e estes dias de completa escuridão ocorreriam entre 16 a 22 do próximo mês de Dezembro.
Esta “notícia”, primeiramente divulgada no site http://huzlers.com/ fez (e continua a fazer) furor nas redes sociais, na blogosfera e um pouco por toda a internet.
As hasgtags #6DaysOfDarkness rapidamente subiram para o top dos termos mais referidos e pesquisadaos no Twitter (e também no facebook) e o temor instalou-se um pouco por todo o lado, mesmo estando descrito no pretenso artigo que não existiriam quaisquer riscos para o planeta ou seus habitantes do pressuposto fenómeno.
As fotos e referências que estão no artigo são pessoas, imagens e situações reais da NASA, dando credibilidade a todo este assunto.
Entretanto os media tradicionais, que cada vez mais vão à internet buscar as suas notícias, também começaram a falar sobre o assunto o que provocou que um desmentido oficial tivesse de ser produzido, para descansar as pessoas.
Especialistas de todo o mundo, de entre os quais a própria NASA, face à proliferação do assunto, vieram a público afirmar que nada sabem do assunto, não tem qualquer ligação com a notícia nem conhecem qualquer fenómeno associado a explosões solares que cause 6 dias de escuridão para o nosso planeta.
Este hoax tem tudo o necessário para se tornar viral: é um fenómeno global, está quase aí, há gente a tentar encobri-lo (para os “fanáticos” das teorias da conspiração) e, não tendo efeitos nocivos, as pessoas são encorajadas a participar e a partilhar o que pretendem fazer nesse período de escuridão.
Há muito que, quem trabalha na publicidade, sabe acerca do conceito de “ordem de leitura”.
Este conceito defende que os argumentos comunicacionais numa qualquer peça tem de ser desenhados e colocados em locais certos para que uns sejam lidos mais cedo que os outros e assim se consiga passar uma história, um conceito, uma mensagem coerente e que cumpra os objectivos da peça.
Desta forma existirá, sempre, uma ordem de leitura de uma peça. Ou seja uma path que os olhos do consumidor percorrem quando vem pela primeira vez o anúncio.
E uma boa peça publicitária, bem construída, permite contar a tal história visual e fazer que o consumidor se foque primeiramente nos argumentos importantes e depois nos secundários.
A tecnologia de eye tracking (sensores que permitem, em tempo real, detectar, medir e registar o tempo, movimento e atenção dos olhos em relação a um qualquer ponto) aplicada à publicidade permitiu verificar essa ordem de leitura e, em alguns casos – quando se recorre a focus groups e test groups – corrigir as peças de forma a que o resultado final seja exactamente o pretendido.
Essa tecnologia permite criar os chamados “Heatmaps”, mapas tipo termograma que registam as áreas para onde a atenção das pessoas mais se foca.
Nesta anúncio, a atenção recai principalmente no rosto de Scarlett Johansson
Ordem de leitura de uma embalagem de bifes
Este excelente artigo do Business Insider mostra 29 heatmaps de anúncios, vídeos, websites (Google e Facebook) curriculums, e até posicionamento de produtos em liners de supermercado. Vale a pena ver, AQUI
No Disrupt Europe foi apresentado o projeto Newsly que tem como principal objetivo filtrar as notícias que vamos recebendo com base num algoritmo que vai registando as nossas preferências e que em termos de utilização tem muitas semelhanças com o Tinder (uma app que liga utilizadores para dating).
O conceito é simples. A aplicação vai mostrando notícias ao utilizador que decide se tem interesse em ver o detalhe das mesmas fazendo um swipe para a direita. Se não estiver interessado faz um swipe para a esquerda.
A aplicação vai aprendendo os gostos do utilizador para sugerir notícias que vão de encontro ao seu perfil e, de acordo com os responsáveis do serviço, consegue ser bastante eficiente a partir de 20 swipes. Numa primeira fase identificando as temáticas genéricas como política ou desporto, e de seguida aprofundando dentro dessas temáticas (por exemplo noticias de futebol sobre o Benfica ou noticias de ténis sobre jogadores portugueses no ATP e no WTA).
Este conceito tem ganho seguidores em outros mercados, como por exemplo aplicações de m-commerce, e deverão surgir mais serviços suportados na mesma lógica.
O modelo pode vingar em alguns mercados mas para tal é fundamental que o utilizador esteja disponível para “ensinar” a aplicação e que a variedade e recorrência sejam muito elevadas para justificar a existência de um intermediário com o papel de curador dos nossos interesses.
Tiago Silva Lopes Diretor de Dados e Conteúdos Multiplataforma, responsável por diversos serviços over-the-top da Portugal Telecom. Foi responsável pela gestão dos conteúdos e serviços do portal SAPO e é um empreendedor fora da PT nos seus tempos livres. Vasta experiência no desenvolvimento de novos negócios.
Uma das grandes novidades do iOS 8.1 – que foi lançado no início da semana, é o Apple Pay (ou para alguns o iPay segundo a nomenclatura habitual da Apple).
O Apple Pay funciona apenas no iPhone 6 e, futuramente, no Apple Watch e é um sistema de pagamento baseado no passbook dos iPhones e em NFC (Near Field Communication) para pagamentos em lojas físicas.
Basta adicionar o(s) cartão(ões) de crédito à conta iTunes e guardar os dados no Passbook – assim como já se guardavam os bilhetes de concertos e passagens aéreas – e utiliza-lo para pagamentos nas lojas virtuais.
No que respeita às lojas físicas, aí entra o NFC em acção, exactamente como na última geração de cartões Visa: Basta aproximar o telemóvel do terminal de pagamento, desbloquear a aplicação Apple Pay utilizando o sensor de impressões digitais e confirmar a compra utilizando o mesmo método.
A Apple garante que serve apenas de intermediário e facilitador tecnológico, não ficando com quaisquer dados das transacções ou lista de artigos.
Aliás há um vídeo, da autoria da TechCrunch a circular, que demonstra como é simples usar o sistema para comprar um Red Bull na Walmart’s e um hamburger na McDonalds.
Por cá, a aproveitar a onda, neste nosso canto-à-beira-mar-plantado foi lançado hoje, pela SIBS, o MB Way – Multibanco no telemóvel.
Esta tecnologia, também de pagamentos mobile, está disponível para iOS e Android e funciona pela associação do nº de telemóvel a cartões de débito/crédito. Ao fazer o download da aplicação e sua instalação - e após configuração dos sistemas de segurança de PIN/Password, o utilizador passa a poder fazer pagamentos em lojas físicas ou virtuais simplesmente utilizado esse pin/password e o seu número de telemóvel.
Eu explico melhor: Nos locais (fisicos ou virtuais) que aderirem a este sistema, o cliente só tem de fornecer o nº de telemóvel ao vendedor. Este insere-o no seu sistema e o cliente recebe uma notificação da APP para efectuar o pagamento, e fá-lo utilizando a mesma aplicação. Simples, não?
Este projecto vai estar seis meses em piloto e prevê-se para Abril de 2015 a sua abertura a todos os que queiram aderir. Vamos agora ver como decorre a aceitação, por parte de utilizadores e vendedores a este sistema, sendo que o seu sucesso poderá estar muito dependente do preço do serviço/equipamento para o vendedor…
Baptizado de “New Tube for London”, e abandonando a tão
inglesa característica das diversas carruagens, estes novos “metros” vão ter o
conceito de uma só composição – chamado o walk-
through design, com ligação directa entre as diversas secções,
portas mais largas, wi-fi, suportes LCD (curvos) de publicidade e informação em tempo real, ar condicionado e… sem condutor.
Os sistema driverless, assim como a nova arquitectura das
carruagens provocarão um aumento de 60% na utilização do metro londrino, que, de
momento, transporta 8.000 a 12.000 passageiros por hora
O investimento ronda os £2.5bn e o contrato final deverá ser
firmado em 2016, sendo as empresas concorrentes, para já, a Alstom, a Siemens, a
Hitachi, a CAF e a Bombardier.
Os novos metros devem rolar nas linhas Piccadilly, Central e
Bakerloo já em 2022 sendo o alargamento a outras linhas planeado para 2025,
onde se fará substituição integral da frota que neste momento conta com 250
comboios.
Este mega-investimento permitirá, segundo os responsáveis,
que os preços das viagens possam ser cada vez mais competitivos e o que o
icónico metro londrino possa ser ainda mais o transporte de excelência da
população de Londres, que se estima crescer para 10 Milhões em 2030.
A agência de publicidade Sarafan Advertising Agency, de Moscovo teve uma ideia luminosa para divulgar o seu novo media de publicidade: posters gigantes em furgões, a circular pela cidade.
Por cá este tipo de media tem o prosaico nome de “carrinhas de publicidade ” e são comuns no interior ou nos subúrbios das cidades a anunciar eventos e espectáculos. E são, sem margem de dúvida, um bom meio de chamar a atenção e impactar diversos públicos, exactamente pelas suas características de mobilidade.
Exemplo de carrinha de publicidade
A questão é que a moscovita Sarafan teve uma ideia original, um salto criativo de excelência para chamar a atenção para este media: Um póster com uma foto do peito de uma mulher, em topless, com uma faixa estrategicamente colocada com o claim “elas atraem” – они привлекают no original.
E 30 destes veículos circularam pelas estradas e ruas de Moscovo.
O resultado deste stunt foi estonteante: 571 acidentes de viação em 24 horas. Os condutores chocaram entre si, com mobiliário urbano, edifícios e semáforos.
A intenção era conseguir medir a atenção que o media atraia (e por outro lado atrair clientes a publicitar no mesmo), mas o resultado foi terem de retirar a campanha do ar, rapidamente, depois de diversas queixas na polícia, que rapidamente deu instruções para terminar o stunt.
Os relatos dos condutores envolvidos nos acidentes são hilariantes: “estava parado num semáforo quando vi uma carrinha com aquela foto. Distraí-me e bati no carro da frente. Para meu espanto o carro de trás bateu também em mim, e o dono acabou por confessar que estava distraído com a mesma carrinha de publicidade”
A agência já veio a publico pedir desculpas pelos acidentes causados e assegurou que cobrirá todos os danos provocados pelos acidentes que não estejam a coberto pelos seguros dos condutores.
Hoje é dia de Hoaxs. E ia eu escrever o meu post habitual, quando, coincidentalmente, vi no The Telegraph um artigo acerca dos maiores 9 Hoaxs de todos os tempos.
The Telegraph - The 9 Greatest Hoaxes of All Time
Desde o gigante de Cardiff, brincadeira de 1869, ao pressuposto diário de Hitler e ao Hoax do jovem preso num balão de hélio a voar pelos céus de Inglaterra, esta é uma compilação dos maiores deceives da história inglesa.
Assim tive o trabalho facilitado :). É só ver o excelente artigo no site do jornal que aqui deixo :
“Opppsss…” Foi assim que Bono Vox, o vocalista da universal banda U2 começou a sua resposta a uma pergunta colocada por um fã que mostrava o seu descontentamento pelo ultimo stunt dos U2/Apple ao enviarem para todos os iTunes (e por consequência iPhones e iPads) o seu último álbum, sem consentimento dos utilizadores.
A questão foi colocada por um fã da banda, num evento dos U2 em que a banda respondia a questões colocadas pelos utilizadores do facebook, no chamado Facebook Q&A (algo tipo um Reddit AMA – Ask Me Anything) e referia-se ao lançamento do iOS8 quando os U2 disponibilizaram gratuitamente o seu novo álbum “Songs of Innocence” directamente nas contas iTunes de todos os utilizadores.
“Can you please never release an album on iTunes that automatically downloads to peoples playlists ever again? It’s really rude.” – disse Harriet Madeline Jobson o que numa tradução livre dá algo como “”por favor não voltem a lançar um álbum directamente para as playlists do iTunes dos utilizadores. Foi muito feio”.
E Bono Vox, em nome dos U2, pediu desculpas e explicou, com humildade, a razão: “pensámos que tinha sido uma grande ideia”, “deixámo-nos ir ”, “um pouco de megalomania”, “generosidade” e “um medo real que, no meio de tanto ruido [da confusão dos nossos dias e vidas] ninguém ouvisse as músicas para as quais dedicámos os últimos anos da nossa vida”.
E é aqui que vale a pena reflectir:
- Em primeiro lugar, das milhares de perguntas enviadas, teria sido muito fácil não responder aquela. Ainda por cima depois da polémica que já se tinha criado á volta do assunto.
- Em segundo lugar teria sido ainda mais fácil assobiar para o lado, rir, dar justificações ou enrolar a resposta.
- Em terceiro lugar, os U2 são, unanimemente (ou quase) considerados como a maior banda do mundo. Não tinham de se justificar ou pedir desculpas e ninguém ligaria muito ou levaria a mal…
- Em quarto lugar, Bono admite o que todos os que trabalham em comunicação sabem demasiado bem: o medo da mensagem não passar no meio de todo o ruído dos dias. E quando “algo” tão grande como os U2 admite ter esse medo, isso, sim é uma grande prova de humildade. Assim como pedir desculpas. Assim como admitir os erros, sem rodeios.
Este princípio deveria ser um exemplo para muita gente, de diversos sectores políticos, empresariais, profissionais, etc. Por gente com maior ou menor grau de responsabilidade.
Afinal se os U2 fazem asneira e o admitem e pedem desculpas, qualquer um deveria fazê-lo.
Por outro lado se uma banda tão universal tem medos, todos nós também o podemos ter.
Cada vez mais a publicidade aposta em novos media e em transformar suportes estáticos e comuns em novas experiências, de modo a dar mais visibilidade às marcas e a passar conceitos e ideias.
Foi o caso do novo Outdoor de realidade aumentada da Pepsi Max.
Este outdoor, na realidade um abrigo de paragem, é o exacto exemplo do que falo acima. O abrigo de paragem tradicional tem a publicidade do costume, em termos de formato e de conteúdo. E pouco se pode fugir disso.
Mas numa perspectiva de rotura e de transformação do status quo, a Pepsi de Londres, com a ajuda da JCDecaux, trouxeram uma nova realidade.. à realidade.
O abrigo de paragem da New Oxford Street parece ser simplesmente um vidro, através do qual se consegue ver a rua, aliás sem qualquer publicidade. Mas na realidade é um ecrã de ultra-alta definição, que faz o display da imagem da rua em tempo real, conjuntamente com eventos de realidade aumentada. O resultado é ver coisas que lá não estão. E que coisas!!
O objectivo não podia ser melhor cumprido: quebrar a rotina, chamar a atenção, surpreender e, como estou fartinho de dizer, provocar o tal sorriso cúmplice.
Após o “susto” inicial, a tendência é espreitar o lado inverso do Outdoor, e então aí está a assinatura da marca, a patrocinar aquele momento.
Conheci-os na ultima edição do Lisbon Mini Maker Faire e, logo no post que fiz acerca da Feira, disse que havia de voltar ao assunto. Neste caso, voltar a falar do Ziphius, e desta vez a sério.
O Ziphius é um drone aquático 100% nacional. Segue os nadadores e surfistas, explora a flora e fauna aquáticas e grava ou streama o vídeo em tempo real. Já disse que é 100% nacional?
Quem o desenvolveu foi a Açoreana Azorean, uma spin-off da Ydreams, que pela mão do António Câmara, (presidente) Edmundo Nobre (CEO) e Cristina Gouveia (COO) querem revolucionar “a maneira nos relacionamos com os oceanos”. E daí nasce este robot, de baixo custo e fácil utilização, que ajuda a explorar o mundo marinho, nomeadamente a componente de lazer nos oceanos.
E o que é, afinal o Ziphius? Pelas palavras da entusiástica equipa da própria Azorean, o Ziphius é um drone aquático controlado por um smartphone ou tablet, que possui uma câmara HD que permite fotografar ou filmar o fundo do mar, oceano, rio ou lago.
Tem um router Wi-Fi que permite estabelecer uma ligação peer-to-peer com o utilizador, com um alcance de até 100 metros. Basta instalar a aplicação no dispositivo móvel, disponível para Android ou iOS, estabelecer a ligação à rede Wi-Fi do Ziphius e este fica pronto para comandar. E ver o que se passa em tempo real.
A sua velocidade é cerca de 6 nós (10 km/h) e a sua bateria dá para perto de uma hora em condições normais.
Mas melhor que ler, é ver o Ziphius em acção:
Sendo um projecto que deu os primeiros – e bem sucedidos - passos na plataforma Kickstarter, esta primeira versão tem apenas disponível a aplicação de controlo, mas estão já previstas novas apps que vão incluir jogos que permitem tirar o máximo proveito dos comportamentos autónomos do Ziphius. O que quer dizer, por exemplo, que o Ziphius poderá detectar uma bola e ir ao seu encontro (wof, wof)
O Ziphius está disponível para pré-encomenda, por €349, no site http://myziphius.com.
E para os mais habilidosos ou que tenham uma veia de bricoleur, o Ziphius está ainda disponível em versão do-it-yourself, por cerca de €160, que pretende, acima de tudo, apontar ao crescente mercado “maker”.
Esta versão contém uma placa electrónica desenvolvida pela Azorean (de nome Skelly), que funciona em conjunto com o Raspberry Pi – um mini-computador de muito baixo custo -, e inclui um micro-controlador baseado no arduino, assim como o controlo dos dois motores BLDC integrados na placa.
Já disse que é 100% nacional? Ah sim? Então é mesmo só para lembrar que “o que é Nacional é (realmente) bom”
A Via Verde, invenção portuguesa de pagamento de portagens de forma electrónica que já data de 1991, está agora disponível também em restaurantes.
Para já presente em 11 restaurantes McDonalds, o novo serviço denominado serviço Via Verde no McDrive permite o pagamento da refeição neste sistema de drive-in. Basta ter um identificador válido e carregar no botão ViaVerde presente nos corredores "Drive", seguir e recolher o pedido e factura.
Os pagamentos possíveis no sistema Via Verde têm vindo a aumentar significativamente e a diversificar-se. Inicialmente disponível apenas como pagamento de portagens em auto-estradas, rapidamente o sistema foi adoptado para parques de estacionamento, viagens de Ferry-boat, postos de abastecimento e, agora, restaurantes.
A empresa aposta também já numa app (iOS e Android) que permite verificar extractos de conta, facturas, percursos, locais onde o sistema está disponível, entre diversos outros.
Este é um dos casos de excelência na inovação nacional e de pioneirismo, assim como de uma saudável ambição de crescimento e (ainda mais) inovação.
Nota negativa apenas para alguns problemas na área da comunicação digital, já que embora o press-release remeta para o site oficial da Via Verde para saber mais informações acerca de quais os restaurantes com o novo sistema, o referido site nem sequer faz menção ao serviço quanto mais aos restaurantes…
Um vídeo, que rapidamente se viralizou, de uns jovens que se divertiram a colocar hélio na boca e depois fazer gigantescas bolas de pastilha elástica.. tão grandes e, devido ao hélio, tão poderosas que os levantam do chão e até lhes permitem saltar de uma ponte…
O vídeo rapidamente se espalhou pelas redes, e, embora seja já de 2009, de tempos a tempos volta e leva mais uma série de incrédulos a acreditar, tanto que pululam pelas redes avisos de “do not try this”.
O vídeo teve mais de dois milhões de visualizações.
Afinal era um anúncio à Blue Agency/RAPP, da dupla criativa Damien Frossard e Gilles Duplan, e a desmistificação está no vídeo abaixo, onde se podem ver os arneses e gruas.
O meu post de hoje é apenas um vídeo. E ESTE vídeo vale a pena ver, e até ao fim.
Bill Gates (Microsoft e Bill & Melinda Gates Foundation) em entrevista à Bloomberg fala acerca da nova geração de pagamentos de bens e serviços para pessoas que não têm contas bancárias.
Bill Gates discute o peer-to-peer no envio de dinheiro, através de smartphones e equipamentos similares, experiências que já estão a ter lugar em países como o Quénia, Bangladesh e Somália e sobre a questão de não serem necessários bancos envolvidos nas transacções.