terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Ver TV online é já trend em Portugal

É verdade. Ver TV online, quer seja em computador, tablet ou telemóvel é já um trend seríssimo em Portugal.

Com principal incidência nos jovens entre os 14 e os 30, onde atinge cerca de 30% dos indivíduos do estudo Bareme Internet da Marktest, o total representa já 14% do total, correspondendo a 1,2M de pessoas.



O estudo revela ainda que são os homens que mais usam esta nova forma de ver TV, 20.9% e as mulheres apenas 8,3%, sabido que é a maior apetência masculina por gadgets e o mundo online.

O estudo da Marktest mostra também que, em termos de classe social, as mais elevadas são as que mais adoptaram este trend, obviamente pela maior capacidade de investir em tecnologia de ponta, necessária para aceder a este tipo de conteúdo que exige maior largura de banda e maior capacidade de processamento.

Estes valores devem fazer os marketeers pensar, especialmente no que respeita à migração dos conteúdos televisivos para plataformas complementares, ou mesmo para a criação de conteúdos televisivos exclusivos para plataformas online. Como se faz lá fora.

O estudo completo está AQUI

Edit: De notar ainda que, já no início do mês de Dezembro, a Marktest tinha já publicado um estudo onde afirmava que dois em cada três jovens (15 aos 24 anos) já utilizava dispositivos portáteis para ver vídeos na Internet.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

A Smart-mala-de-viagem

Nesta fantástica era de smart-produtos que aparecem quase todos os dias, uns destinados ao sucesso e outros nem por isso, e quando o crowdfunding permite que muitas invenções, que antes ficariam na gaveta possam ver a luz do dia e serem reais sucessos de vendas, hoje falo acerca de um dos mais interessantes: A Smart-mala-de-viagem.



De nome BlueSmart assume-se como a primeira connected carry-on suitcase. Ou seja a primeira mala de viagem que se liga ao seu possuidor – ao seu smartphone- através de tecnologia wireless.

A empresa proprietária, de nome homologo BlueSmart, criada por um grupo de amigos provenientes da America do Sul, USA, e Ásia, desenvolve produtos digitais enquadrados em produtos físicos e centra-se naquilo que chama de Internet-Conected travel products, apostando no objectivo de facilitar e optimizar as experiencias de viagens, através da tecnologia.

Esta start-up nasce pretendendo dar resposta aos diversos problemas relacionados com a bagagem em viagens, nomeadamente de avião, que todos já sentimos quando nos deslocamos

Mas vamos ao que interessa. A mala de viagem da BlueSmart, que é realmente inteligente.

Esta mal de viagem é controlada por uma app disponível para iOS e Android e tem diversas features: pode ser trancada/destrancada via app, diz-nos exactamente o seu próprio peso, pode carregar o telemóvel através das suas baterias internas, faz um mapa das suas viagens, tem um localizador GPS caso a bagagem se perca, e ainda um sensor de proximidade, que uma vez activado, faz saltar mensagens no caso da mala “se afastar” mais do que alguns metros.

Mas o melhor é mesmo ver o vídeo de apresentação da mala:




A mala está disponível a partir de USD $280 na plataforma de crowdfunding Indiegogo onde angariou $1,365,296 (!!)  do seu objectivo inicial de 50 mil dólares.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Videoclip multi-screen de David Guetta

O DJ/Compositor David Guetta lançou o primeiro videoclip multi-screen.



Numa experiência imersiva de dois ecrãs, perfeitamente sincronizados, e baseada na tecnologia de pairing do youtube - que permite, por exemplo, ver vídeos do youtube numa smart-tv, a partir do telemóvel - o videoclip da sua última musica "dangerous" corre simultaneamente num computador e no seu telemóvel (ou em quaisquer outros dois devices, desde que acedam ao youtube).

Para efeitos deste post, vou-me referir ao par computador/smartphone. 

O interface é simples intuivo. Basta aceder ao endereço https://www.youtube.com/user/davidguettavevo/dangerous  no seu computador e ao endereço www.dg.lc no smartphone


Depois é só fazer o pairing - colocar as letras que vê no computador no interface do seu telemóvel  - e seguir as instruções que aparecem no computador.

Como se pode ver nas imagens abaixo, o efeito é simplesmente magnífico.





É experimentar!

P.S - Convém ter o som ligado quer no computador, quer no telemóvel. Pois.




segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

O hack à Sony Pictures

Os servidores da Sony foram Hackados na semana passada, naquilo que tomou o nome de “Sony Hack Attack”.



Um grupo de hackers, denominado “Guardians of Peace” – supostamente da Coreia do Norte - supostamente aborrecido pelo previsto lançamento de um filme sobre o regime de Pyongyang  de nome "The Interview", hackou os servidores principais da Sony Entertainment Pictures e conseguiram aceder a diversa documentação confidencial e privada, nomeadamente mails e mensagens entre actores e os estúdios, números de segurança social e telefones, valores de ordenados e comissões e ainda scripts e guiões de filmes que estão em produção (caso de um script quase final do próximo filme de James Bond - Spectre).

Após um curto período onde a informação ficou “refém” a aguardar um resgate monetário por parte da empresa (o que não aconteceu), toda esta informação começou a circular na Internet, sendo disponibilizada diariamente, provocando uma das maiores dores de cabeça de sempre aos estúdios de cinema norte americanos que estão, literalmente, em pânico.

A questão não é apenas o tornar-se publico que o actor X acha do actor Y (Angelina Jolie será “uma fedelha mimada com talento mínimo”) ou o que o realizador W pensou para actor no filme Z (o realizador David Fincher terá escrito que Adam Driver é “uma ideia horrivel” para o novo Star Wars), o número da Segurança Social de Sylvester Stallone e do telemóvel e Brad Pitt, mas sim o disclosure de toda a operação na indústria do cinema, demonstrando-se que muitos dos filmes que se consideram blockbusters afinal ficaram pouco acima do break-even e deram lucros ridiculos.

Toda a informação, ao ser pública, permitiu que os diversos intervenientes da indústria (para além do público em geral) soubessem na realidade os dados acerca de quanto ganha quem e qual a margem dos players envolvidos nas diversas etapas. E o quanto essa informação afinal contradiz a informação oficial – caso de TVs que compram direitos de filmes a diversos valores.

A informação agora tornada publica, vem ainda demonstrar os “podres” da indústria e negócios menos claros que ocorrem entre os stakeholders, assim como as fugas a impostos e tentativas de enganar as empresas de accounting oficiais.

A Sony está, neste momento, a investigar (com o FBI e outras agências) como foi possível que este hack acontecesse.

Um aviso, que não foi tomado em consideração, de uma auditoria em segurança informática da Price Waterhouse Coopers, que decorreu no passado mês de Setembro, demonstrava já diversas fragilidades e backdoors na infra-estrutura, que não estavam a ser correctamente monitorizadas ou acompanhadas. Nomeadamente novos servidores, routers e gateways recentemente instalados na rede, não estavam sequer a ser monitorizados e a segurança informática não tinha conhecimento dos mesmos.

O prejuízo deste ataque está estimado, para já, em mais de USD $100M.