quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Estudo inovador sobre uso da Internet

Hoje quando ia escrever o meu post, apercebi-me que a matéria já me tinha sido "dada", pelo meu caríssimo Manuel Falcão e pelo estudo "Um dia das nossas vidas na Internet", lançado ontem pela Nova Expressão/Marktest.



Este estudo, na realidade um estudo sobre hábitos de consumo de Internet no panorama nacional, é curiosíssimo e traz-nos novidades em barda, como a frequência com que o Português acede à net, quando e em que suporte, de onde acede, em que device e, mais interessante ainda, para fazer o quê.

O estudo realizado com uma amostra já considerável - quase 1000 pessoas - debruça-se também sobre os conteúdos consumidos, comércio electrónico, banca online e, claro, a "jogatana" online e todo o restante lazer.

Vale, realmente, a pena consultar:

Um Dia Das Nossas Vidas na Internet - Versão integral (pdf - 3.8Mb)

P.S - uma dica: ver com atenção a parte referente ao multiscreen. Depois não digam que eu não avisei.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Anonymous declaram (ciber)guerra ao estado islâmico

Num vídeo postado ontem ao final do dia no youtube, o colectivo hacker "Anonymous" declara Guerra aos sites e media sociais do estado islâmico.

Na mensagem, dirigida a “Al Qaeda, Islamic State et autres terroristes” lida em francês, um individuo com a costumeira máscara de Guy Fawkes e voz distorcida electronicamente afirma esta declaração de ciberguerra a todos os sites, media sociais e contas electrónicas de grupos terroristas, seus afiliados e simpatizantes.

A operação tem o nome de #opCharlieHebdo e, segundo a declaração, pretende constituir-se como uma resposta ao ataque terrorista da passada quarta-feira e procura, desta forma, "vingar os assassínios dos repórteres e policias".



Este vídeo 24 horas depois, tem já mais de 220 mil visitas e foi já seguido por um segundo vídeo com o ponto de situação dos ciberataques.

Isto está bonito, está...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

O Charlie e as redes


Não vou falar no assunto em si, repugnante que é.
Vou falar da “resposta” das redes sociais e da Internet, no seu todo ao assunto e da resposta avassaladora que as mesmas potenciam.

(Sei que este post vai ficar rapidamente desactualizado, mas não quis deixar de o escrever.)

Logo no dia de ontem, as milhares de pessoas que se juntaram quer na Praça da República em Paris, quer um pouco por todo o mundo, tiveram como elo de ligação as redes sociais, em especial o Twitter.

A hasthag #JeSuisCharlie tornou-se, em poucas horas, a mais popular no Twitter, gerando mais de três milhões e meio de tweets (and counting...).
Já hoje, e numa tentativa de demonstrar que o terrorismo não pode ser confundido com a religião muçulmana, a hashtag #RespectForMuslims é também um trend de topo

Neste link pode-se ver, em tempo real, a disseminação da hashtag pelo mundo




E, já que falo de twitter, inúmeras personalidades de todo o mundo – para além dos media em particular - tem usado essa rede em especial para demonstrar a sua solidariedade para com as vitimas, caso de Albert Uderzo (criador de Asterix) que publicou a imagem abaixo,




É tambem o caso de Lucille Clerk, uma designer francesa que publicou a imagem seguinte e que se está a tornar viral (primeiramente atribuiu-se esta imagem ao activista britânico Bansky)



Na web, a Google, logo no dia de ontem, alterou a sua homepage, colocando um laço preto em destaque, e hoje apresenta, sem seu lugar a imagem “Je Suis Charlie” que este caso tornou universal.




O Guardian avança também que Sergey Brin e Larry Page, CEOs da Google vão avançar com 320 mil euros para que a publicação da próxima quarta-feira do Charlie Hebdo atinga o milhão de exemplares.

Também no Facebook se multiplicam as imagens simples mas tão fortes, de letras brancas sobre um fundo negro.
Artistas como Johnny Haliday publicam vídeos como o abaixo:






Ou, por cá, os nossos UHF, por exemplo






E é também no Facebook que pululam as fotografias de milhares de pessoas em concentrações um pouco por todo o mundo, em suas casas e locais de trabalho, utilizando-as como expoente máximo da tal “liberdade de expressão” que os terroristas tentaram destruir.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

O Melhor da CES 2015

O meu primeiro post do ano tinha de ser sobre a CES 2015!



Está a decorrer mais uma edição do CES (Consumer Electronics Show), quiçá a mais inovadora de todas, em Las Vegas.

Esta feira é conhecida por mostrar as maiores e melhores inovações em tecnologia de consumo que se fazem pelo mundo fora. Novos veículos, electrodomésticos, câmaras e ecrãs, smartphones e etc, este é “O” local para apresentar novos produtos e é aqui que, normalmente, as grande marcas mostram as suas últimas ideias, muitas vezes ainda em fase de protótipo.

Este ano as novidades são mais que muitas: a HTC apresentou um smartphone com uma câmara frontal de 13Mpixels – assim já podemos tirar Selfies em alta definição – a Intel aposta em wearables, a Samsung aposta em monitores de computador curvos e flexíveis, de tecnologia Quantum Dots e a Sony aposta na tecnologia 4K para câmaras e tudo o mais que capture imagem.

A não perder também o novo concept-car da Mercedes (o Mercedes-Benz F 015), completamente electrico e completamente automático!



Mas o melhor é ler um dos melhores reports da Feira, pela mão da equipa redactorial do Mashable, AQUI

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Ultimo post de 2014: um hino à criatividade

O meu último post de 2014 é um vídeo que pretende representar um hino à criatividade que existe dentro de todos e que, graças às novas tecnologias, pode agora, mais que nunca, ser descoberta potenciada e admirada.



Andrew Huang, um jovem canadiano, apresenta-nos um vídeo de mashup de diversos hits musicais de 2014, cantado, interpretado, editado e publicado por ele mesmo. E os instrumentos são "apenas" artigos domésticos, coisas do dia-a-dia que existem na casa de cada um de nós, como sacos de salada, elásticos, torneiras, tachos, balões e... portas de carro a bater.

Vale a pena ver e ficar inspirado/a para 2015.



E que 2015 seja, mesmo, mais e melhor para todos.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Hackers “fãs” alteram site de Bryan Adams

No passado domingo, dia 28 de Dezembro, o site oficial do cantor Bryan Adams foi hackado.

A página de entrada foi alterada por uma outra página com as habituais mensagens dos hackers.

Mas, se bem que não é normal os artistas – principalmente os universais como Bryan - terem problemas destes, o que difere este ataque dos costumeiros, é que os hackers aparentemente são fãs de Bryan Adams e afinal apenas querem que o cantor volte a dar um espectáculo em Blagladesh, cidade de onde são provenientes.

Eis a homepage alterada pelo colectivo Cyber17:

Clique para aumentar


O cantor reagiu com uma mensagem simpática no Facebook mencionando apenas que o seu site tinha sido Hackado e que esperava que os hackers o repusessem na normalidade.





Esperemos que este incidente não tenha inaugurado uma nova forma de pedidos de concertos :)

Após algumas horas, o site voltou á normalidade.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

A nova geração de capacetes de bicicleta


O mercado dos capacetes já está mais que explorado. Mais ou menos aerodinâmicos, com mais ou menos design, mas está tudo visto.
E, se bem que ninguém ponha em causa a sua relevância e importância para a questão da segurança rodoviária, quem usa capacete, de mota ou de bicicleta, sabe que são incómodos, mais ou menos pesados, inestéticos e cansativos.

Mas agora alguém resolveu repensar todo o conceito de protecção individual, nomeadamente para o mercado das bicicletas – tão emergente em todo o mundo ocidental – e reescrever a história.

Duas suecas, de seu nome Anna Haupt e Terese Alstin criaram o HOVDING helmet, o capacete invisível para ciclistas.

E invisível porquê? Porque simplesmente não existe, sendo substituído por um airbag que se coloca no pescoço e, face a situações de perigo, em segundos, abre e forma um capacete de protecção.




Com um microprocessador incluído que monitoriza em tempo real diversas variáveis, e ainda grava em permanência o seu status, este airbag é carregado por um simples ficha USB, e uma carga dura para 18h.
Mas nada como ver o equipamento em acção:




Fruto de um longo trabalho de investigação em Design Industrial, este projecto nasce em 2005 e, tendo ganho o Venture’s Cup em 2006, arrancou a produção no ano seguinte.

Até chegar à sua presente versão (a 2.0) teve diversas iterações e ganhou diversos prémios, nomeadamente o “Malmö Business Rookie of the Year” em 2011, o prémio “Design to improve life” em 2012 e o D&AD Award em 2012.

Este capacete invisível/airbag para ciclistas está à venda online no site da marca, por €299.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Feliz Natal

A minha mensagem de hoje é simples e dedicada a todos vós que seguem estas minhas pequenas deambulações pelo digital.



Um muito Obrigado e Sinceros desejos de Feliz Natal.

Hugo de Melo e Gomes

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Ver TV online é já trend em Portugal

É verdade. Ver TV online, quer seja em computador, tablet ou telemóvel é já um trend seríssimo em Portugal.

Com principal incidência nos jovens entre os 14 e os 30, onde atinge cerca de 30% dos indivíduos do estudo Bareme Internet da Marktest, o total representa já 14% do total, correspondendo a 1,2M de pessoas.



O estudo revela ainda que são os homens que mais usam esta nova forma de ver TV, 20.9% e as mulheres apenas 8,3%, sabido que é a maior apetência masculina por gadgets e o mundo online.

O estudo da Marktest mostra também que, em termos de classe social, as mais elevadas são as que mais adoptaram este trend, obviamente pela maior capacidade de investir em tecnologia de ponta, necessária para aceder a este tipo de conteúdo que exige maior largura de banda e maior capacidade de processamento.

Estes valores devem fazer os marketeers pensar, especialmente no que respeita à migração dos conteúdos televisivos para plataformas complementares, ou mesmo para a criação de conteúdos televisivos exclusivos para plataformas online. Como se faz lá fora.

O estudo completo está AQUI

Edit: De notar ainda que, já no início do mês de Dezembro, a Marktest tinha já publicado um estudo onde afirmava que dois em cada três jovens (15 aos 24 anos) já utilizava dispositivos portáteis para ver vídeos na Internet.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

A Smart-mala-de-viagem

Nesta fantástica era de smart-produtos que aparecem quase todos os dias, uns destinados ao sucesso e outros nem por isso, e quando o crowdfunding permite que muitas invenções, que antes ficariam na gaveta possam ver a luz do dia e serem reais sucessos de vendas, hoje falo acerca de um dos mais interessantes: A Smart-mala-de-viagem.



De nome BlueSmart assume-se como a primeira connected carry-on suitcase. Ou seja a primeira mala de viagem que se liga ao seu possuidor – ao seu smartphone- através de tecnologia wireless.

A empresa proprietária, de nome homologo BlueSmart, criada por um grupo de amigos provenientes da America do Sul, USA, e Ásia, desenvolve produtos digitais enquadrados em produtos físicos e centra-se naquilo que chama de Internet-Conected travel products, apostando no objectivo de facilitar e optimizar as experiencias de viagens, através da tecnologia.

Esta start-up nasce pretendendo dar resposta aos diversos problemas relacionados com a bagagem em viagens, nomeadamente de avião, que todos já sentimos quando nos deslocamos

Mas vamos ao que interessa. A mala de viagem da BlueSmart, que é realmente inteligente.

Esta mal de viagem é controlada por uma app disponível para iOS e Android e tem diversas features: pode ser trancada/destrancada via app, diz-nos exactamente o seu próprio peso, pode carregar o telemóvel através das suas baterias internas, faz um mapa das suas viagens, tem um localizador GPS caso a bagagem se perca, e ainda um sensor de proximidade, que uma vez activado, faz saltar mensagens no caso da mala “se afastar” mais do que alguns metros.

Mas o melhor é mesmo ver o vídeo de apresentação da mala:




A mala está disponível a partir de USD $280 na plataforma de crowdfunding Indiegogo onde angariou $1,365,296 (!!)  do seu objectivo inicial de 50 mil dólares.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Videoclip multi-screen de David Guetta

O DJ/Compositor David Guetta lançou o primeiro videoclip multi-screen.



Numa experiência imersiva de dois ecrãs, perfeitamente sincronizados, e baseada na tecnologia de pairing do youtube - que permite, por exemplo, ver vídeos do youtube numa smart-tv, a partir do telemóvel - o videoclip da sua última musica "dangerous" corre simultaneamente num computador e no seu telemóvel (ou em quaisquer outros dois devices, desde que acedam ao youtube).

Para efeitos deste post, vou-me referir ao par computador/smartphone. 

O interface é simples intuivo. Basta aceder ao endereço https://www.youtube.com/user/davidguettavevo/dangerous  no seu computador e ao endereço www.dg.lc no smartphone


Depois é só fazer o pairing - colocar as letras que vê no computador no interface do seu telemóvel  - e seguir as instruções que aparecem no computador.

Como se pode ver nas imagens abaixo, o efeito é simplesmente magnífico.





É experimentar!

P.S - Convém ter o som ligado quer no computador, quer no telemóvel. Pois.




segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

O hack à Sony Pictures

Os servidores da Sony foram Hackados na semana passada, naquilo que tomou o nome de “Sony Hack Attack”.



Um grupo de hackers, denominado “Guardians of Peace” – supostamente da Coreia do Norte - supostamente aborrecido pelo previsto lançamento de um filme sobre o regime de Pyongyang  de nome "The Interview", hackou os servidores principais da Sony Entertainment Pictures e conseguiram aceder a diversa documentação confidencial e privada, nomeadamente mails e mensagens entre actores e os estúdios, números de segurança social e telefones, valores de ordenados e comissões e ainda scripts e guiões de filmes que estão em produção (caso de um script quase final do próximo filme de James Bond - Spectre).

Após um curto período onde a informação ficou “refém” a aguardar um resgate monetário por parte da empresa (o que não aconteceu), toda esta informação começou a circular na Internet, sendo disponibilizada diariamente, provocando uma das maiores dores de cabeça de sempre aos estúdios de cinema norte americanos que estão, literalmente, em pânico.

A questão não é apenas o tornar-se publico que o actor X acha do actor Y (Angelina Jolie será “uma fedelha mimada com talento mínimo”) ou o que o realizador W pensou para actor no filme Z (o realizador David Fincher terá escrito que Adam Driver é “uma ideia horrivel” para o novo Star Wars), o número da Segurança Social de Sylvester Stallone e do telemóvel e Brad Pitt, mas sim o disclosure de toda a operação na indústria do cinema, demonstrando-se que muitos dos filmes que se consideram blockbusters afinal ficaram pouco acima do break-even e deram lucros ridiculos.

Toda a informação, ao ser pública, permitiu que os diversos intervenientes da indústria (para além do público em geral) soubessem na realidade os dados acerca de quanto ganha quem e qual a margem dos players envolvidos nas diversas etapas. E o quanto essa informação afinal contradiz a informação oficial – caso de TVs que compram direitos de filmes a diversos valores.

A informação agora tornada publica, vem ainda demonstrar os “podres” da indústria e negócios menos claros que ocorrem entre os stakeholders, assim como as fugas a impostos e tentativas de enganar as empresas de accounting oficiais.

A Sony está, neste momento, a investigar (com o FBI e outras agências) como foi possível que este hack acontecesse.

Um aviso, que não foi tomado em consideração, de uma auditoria em segurança informática da Price Waterhouse Coopers, que decorreu no passado mês de Setembro, demonstrava já diversas fragilidades e backdoors na infra-estrutura, que não estavam a ser correctamente monitorizadas ou acompanhadas. Nomeadamente novos servidores, routers e gateways recentemente instalados na rede, não estavam sequer a ser monitorizados e a segurança informática não tinha conhecimento dos mesmos.

O prejuízo deste ataque está estimado, para já, em mais de USD $100M.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Politics, the american way

Hoje navego em águas da política internacional, nomeadamente na comunicação política, que os americanos fazem tão bem.

E é sabido que, conteúdo à parte, nunca ninguém fez tão boa e tão bem feita comunicação politica como o presidente norte-americano Barack Obama. Multimeios, multi-targets, desafiante e ultra-profissional.

A última iteração deste considerando é o stunt que Obama fez na passada noite, ao substituir o popular Steven Colbert no seu monologo inicial acerca das politicas internas.

Aparecendo em directo, e perante a gigante audiência ao vivo do Colbert’s Report, o Presidente Obama senta-se na cadeira de Colbert e faz uma peça inteira de mais de 5 minutos “na pele” do conhecido apresentador/cómico.

E fá-lo com uma audácia, humor e segurança como ninguém. Aliás, a sua primeira frase é mesmo “How hard could this be?”.



Renomeando o segmento “Words” para “Decree” (frases para decretos – para “parecer mais presidencial”) Obama, como apresentador do programa de comédia, satiriza-se a si mesmo, ao seu modo de falar e aos seus defeitos, enquanto é acompanhado por frases cómicas que sublinham e por vezes contradizem o seu discurso.

Nas entrelinhas, e como real objectivo do stunt, Obama fala sem oposição acerca do seu programa ObamaCare, para um target que normalmente não ouve discursos políticos,  aproveita para passar algumas mensagens politicas para os seus adversários – como a ameaça do veto – e aproveita para reforçar a sua imagem e a sua "universalidade", num especial momento em que a sua popularidade está em baixa.

Vale realmente a pena ver o vídeo.


"Politics, The american way."

sábado, 6 de dezembro de 2014

O novo filme de James Bond e as redes sociais

Foi anunciado exactamente às 11h de 5ª feira passada, o nome e elenco do novo filme de James Bond, que deverá estrear em Outubro de 2015.

Chama-se SPECTRE e o elenco conta com Christoph Waltz, Dave Bautista, Rory Kinnear,  Ben Whishaw, Naomie Harris, Ralph Fiennes, Andrew Scott, Monica Belluci e, claro, Daniel Craig.

Para os fãs da série, nos quais me incluo, só o nome do filme - referência directa à organização terrorista que apareceu logo nos primeiros filmes do franchise (nomeadamente no Dr. No), com o seu lider, o arqui-vilão Ernst Starvro Blofeld (aquele que assassina a única esposa de Bond, numa cena inesquecível filmada por cá, nas curvas do Guincho) - são motivo de grande regozijo, assim como o novíssimo Aston Martin DB10, desenhado propositadamente para este filme.

Mas não é disso que falo aqui. O que quero ressaltar é a mestria com que a equipa da EON/MGM tratou a comunicação digital desta apresentação:

- Em primeiro, com diversos teasers nas redes sociais (especialmente no Twitter e facebook oficiais) a apontar a data e hora desta apresentação. Os teasers começaram a 007 dias da apresentação e todos os dias diminuía um número.


Teaser diário no Twitter e Facebook



- Em segundo com uma cobertura eximia do evento e pré-evento no twitter, com fotos, informações e teasers.

Imagem postada no twitter minutos antes da apresentação


- Depois, com um livestreaming da apresentação devidamente preparado e encenado, como "manda a lei"... com pre-credits, separadores, realização, apresentador, clips de filmes anteriores, histórias, curiosidades etc. 2.5M de pessoas assistiram em directo no Youtube.

Apresentação durante o Live


- E por último, com o teaser trailer do filme, a ser despoletado nas redes sociais nos segundos seguintes à sua apresentação em palco (segundos mesmo !)



E, ainda, o pós-evento com igual cobertura nas mesmas redes, com informações sobre o evento (a roupa dos actores, história, etc) e, obviamente, com o reprise do video da cobertura em directo.

Logo a seguir à apresentação...


Realmente isto não é para quem quer... é para quem sabe.


terça-feira, 2 de dezembro de 2014

"Pronto", já está!

E eis que surge, mais uma vez nas plataformas de Crowdfunding, o Pronto. Uma superbateria supercarregada que consegue carregar completamente um telemóvel em apenas 5 minutos.



Criado pela empresa PowerPractical , uma startup oriunda de Salt Lake City, que já tinha inventado dois gadgets – O PowerPot e o Practical Meter – um dos quais esteve inclusive no SharkTank e foi apoiada por Mark Cuban, o Pronto é basicamente uma bateria portátil de alto desempenho, que é carregada normalmente na ficha de 220v.

Para se carregar totalmente, o Pronto necessita de uma hora ligada à corrente. Depois tem uma capacidade, em termos de amperagem, enoooooorme (13.500A para a versão Pronto12 e 4.500A para a versão Pronto5) que permite carregar um telemóvel, tipo iPhone, em 5 minutinhos apenas.



O Pronto também consegue carregar câmaras fotográficas DSLR, tablets e demais, através de uma saída de 12V e tem duas portas USB para os gadgets que necessitem de menos voltagem.
Tem ainda leds que permitem acompanhar o carregamento, uma bonita caixa de alumínio e ainda uma simpática pega elástica, que serve para transportar os seus 520g.



O projecto foi para o crowdfunding para atingir o objectivo de USD $50.000 e conseguiu $375,249, contando com cerca de 2990 investidores.
O Pronto deve seguir para o mercado a $79, a versão Pronto5 e $119 a versão Pronto12.

Nice!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Sony secretamente lança smartwatch

A Sony está prestes a lançar o seu smartwatch.

Com o nome de FESWatch – sendo que o FES quer dizer Fashion Entertainment Watch e baseado na tecnologia de e-ink (tinta electrónica inteligente que equipa, por exemplo, o tablet Kindle da Amazon), a Sony colocou há uns meses um protótipo do relógio no site de crowdfunding japonês Makuake… mas omitindo que se tratava de um produto da Sony.



A marca adianta agora que quis testar o verdadeiro interesse do mercado pelo produto, sem enviesar os resultados, o que acontece sempre que o seu brandname está presente.

E assim foi. O objectivo era dar a conhecer o FES Watch angariando cerca de USD $8500. Conseguiu mais de $20.000, no tempo que o projecto esteve disponível e verificou que seria um produto que mais de 163 pessoas estariam dispostos a investir.

E agora, segundo o Wall Street Jounal, revelou que é um produto Sony.

Para além desta inovadora forma de encarar o crowdfunding, as características do FES-Watch são também inovadoras, cumprindo na totalidade a parte do “Fashion”.

O device esta baseado na tecnologia de e-ink, tem uma bateria que dura para 60 dias (60 dias!!!, sério), e muda o interface dia/noite. O interface e a própria pulseira!




Em termos de features, não pretende fazer grande coisa excepto mostrar as horas de uma forma inovadora e trendy, supostamente poderá ainda mudar os padrões do display via app de telemóvel e estará à venda em Maio de 2015 por cerca de USD $170.



quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Uber Vs Comunicação Social

A Uber meteu-se numa complicação, lá pelos USA, que nada tem a ver com os serviços que presta.

Emil Michael - Senior VP of business - Uber


Parece que um dos seus executivos, Emil Michael - senior vice president of business, num jantar com jornalistas, colunistas, spindoctors e consultores, estava mais irritado com umas notícias sobre a Uber que tinham saído na imprensa – nomeadamente pela editora do site PandoDaily, de seu nome Sarah Lacy, que acusou a marca de sexismo e misoginia por fazer serviços de motorista para uma empresa de acompanhantes profissionais em França - e teve uma daquelas conversas que só se desculpam num bar cheio de fumo e luzes veladas, após diversos whiskeys duplos e já numa hora adiantada.

Disse ele que o que Sarah Lacy merecia era que “alguém investigasse e publicasse notícias sobre a sua via privada”, em troca. E que nem se importava de “gastar 1M de USD” para que tal acontecesse. E, mais, que “obviamente as coisas teriam de ser feitas de um modo discreto, de modo que ninguém os pudesse ligar a ele ou á Uber”.
Seria, segundo as suas palavras, “give the media a taste of its own medicine

Pois!

A juntar a estas afirmações, parece que alguém se tinha esquecido de avisar todos os convivas que o jantar seria informal e completamente off-the-record.

Pois! novamente.

Quem estava à mesa, nomeadamente o editor da BuzzFeed, não gostou do que ouviu e imediatamente fez questão de publicar estas afirmações, que incendiaram a imprensa, genericamente, e provocaram a indignação de muitos clientes e fãs da marca.

Entretanto Emil Michael já veio pedir desculpas, e dizer que foi um mero desabafo off-the-record, e que apenas expressava, perante um jantar informal, a sua frustração acerca de todos os artigos que Lacy tem feito sobre a marca. Michael declarou ainda que as suas afirmações não espelham quer a sua real opinião pessoal quer a opinião da empresa em relação à jornalista ou a qualquer media.

No entanto o assunto não ficou por aqui. Escalou. A jornalista acusa agora a Uber de comportamentos perigosos e que aquele é o tipo de postura e visão da empresa.

A Uber, entretanto, tem-se desdobrado em declarações sobre a sua visão, postura no mercado, e que nunca pensou em fazer “oppo-research” a qualquer jornalista. Mais, a empresa garantiu novamente a sua política de privacidade quanto às viagens de jornalistas e membros de media, nos seus veículos.

Mas, neste momento, a razão já não assiste a ninguém, uma vez que em contraponto às tais declarações infelizes de Emil Michael, agora a jornalista lançou-se numa violenta campanha anti-Uber que procura levar os utilizadores a abandonar o serviço e desinstalar a aplicação.

Meu comentário, que serve para os dois adversários: "o pessoal" às vezes exagera. E se o executivo teria de ter mais cuidado com o que diz, a jornalista devia cingir-se a relatar factos.

Pois! Realmente "o pessoal" às vezes exagera.

E, como diz o Jorge Pereira, um amigo meu destas coisas da comunicação: "O off-the-record é lá em casa e com a família"

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

A justiça e a comunicação

Não era preciso muito. Uma salita, escusa de ser grande, com umas cadeiritas – podem ser do IKEA - um estrado e um púlpito, um sistema de som mediano e, obviamente, um Wi-Fi de acesso gratuito.

Não custa muito pois não? Não são milhares…

Depois, uma pessoa que, de tempos a tempos, venha contar um resumo do que se passa e do que se vai passar de seguida. Sem, obviamente quebrar o famoso segredo de justiça – que, como se sabe, é tipo “passador de chá”, mas enfim – essa pessoa pode trazer um comunicado, um ponto de situação, uma súmula dos acontecimentos, e uma previsão do que se vai passar de seguida.
Sim porque, quero crer, estas coisas tem planeamento, estruturação, regras. Sabe-se oq ue se vai fazer de seguida. E não se quebra o segredo de justiça, creio, por dizer que o interrogatório ainda não começou ou se o arguido vai ficar para jantar…

Como já devem ter percebido falo de uma realidade alternativa àquela que, a cada minuto, nos entra pelos olhos dentro via comunicação social media. Falo da cobertura mediática dos casos de justiça.

Não seria mais fácil fazer um pequeno investimento nas condições de trabalho e regulamentação da cobertura noticiosa do que se passa nos tribunais, principalmente em casos do chamado high-profile?

Que espectáculo absurdo e medieval damos a todo o mundo quando, em casos como o de Sócrates, vemos os jornalistas a especular, opinar, inventar por vezes, histórias do que se poderá estar a passar e como e porquê e com quem, e a espreitar pelas frestas das janelas, pelo gradeamento das garagens e pelos vidros escurecidos dos carros.



Foto da revista Visão, tirada pelo gradeamento do portão da garagem


Não era mais simples, menos amador e mais crescidinho ter um departamento de comunicação do Campus de Justiça, onde profissionais viessem falar com os media, dar pontos de situação periódicos e informações relevantes – as que se possam dar, bem entendido – num espaço com as devidas condições para que os profissionais possam relatar os factos?

É preferível esta guerra surda de informação entre a justiça e a comunicação social, este jogo das escondidas, este permanente “condicional” no que é dito e mostrado, este espectáculo deplorável que temos vindo a assistir?

Já chega o prato em si, não é necessário juntar condimentos (neste caso pimenta…)


Edit: P.S - Este post tem pouco de digital... mas compensa em mero bom-senso, não? ;)



quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Nokia is back

Sete meses após ter vendido metade da marca, a divisão de telemóveis e serviços à Microsoft, a Nokia "original" está de volta.

Não com telemóveis ou smartphones, mas com um tablet, que pretende fazer concorrência directa ao mini-iPad (e outros similares). É o Nokia N1, corre Android, tem 7,9 polegadas de ecrã e corpo de alumínio.



Em termos de definições mais técnicas, tem um ecrã com uma definição de 2048 x 1536 pixeis processador quad-core Intel Atom a 2.4GHz, 2GB de RAM, e 32GB de memória total disponível. Apresenta ainda duas câmaras, a traseira de 8Mpx e a dianteira de 5Mpx.

Em termos do sistema operativo vem de origem com o novíssimo Android 5.0 Lollipop, aliás parece que foi desenhado para o mesmo.



O preço de mercado, nos USA, deve rondar os USD $250 (bastante mais barato que o concorrente directo iPad-mini) e estará disponível no início de 2015.


E quem disse que a Nokia já era? 

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Um novo mercado para as compras online: o WC

Um recente estudo da Showroomprive revelou que mais de 52% das mulheres portuguesas levam o telemóvel para o WC quando se dedicam às suas necessidades fisiológicas.
O mesmo estudo demonstra também que 33% levam mesmo um tablet para o "Roupeiro das Águas" (Water Closet - WC).



E, o mais interessante deste estudo “Showroomprive Smart Shopping Satisfaction 2014” é que 16% confessam que já efectuaram compras online a partir desse local.

O mesmo estudo demonstra ainda que 27% das nobres representantes do sexo feminino já usam o smartphone para efectuar as suas compras, apontando a facilidade do meio e o não perder tempo como razões para tal. Ainda 53% confessaram ter agora novas técnicas de compra graças ao “online”, apostando nas promoções e diversidade como elementos diferenciadores.

Mas voltando ao titulo do post, eis então que se apresenta um novo media para os marketeers: As paredes dos WCs públicos femininos, que pode estar cheinho de informação de lojas e das últimas promoções.

Fica a dica (depois mandem o cheque com a minha comissão da ideia, sim?)