quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O novo Google Translator

Tinha de experimentar o novo tradutor da Google!

Graças ao que faz da Google aquilo que ele é hoje - os algoritmos avançados de pesquisa - a app Google Translator conta com o poderoso motor de pesquisa da Google para, mais que simplesmente traduzir as palavras, análisar estatísticamente milhares de documentos e assim poder melhor determinar a sintaxe e enquadramento da frase a converter. E isto num piscar de olhos.

A versão anterior já permitia a introdução de texto em teclado normal, ou num interface de reconhecimento de caracteres, que rapidamente aprende a nossa escrita e a traduz em texto “dactilografado”, uma muito rápida tradução – e bastante contextual e permitia já a vocalização do texto traduzido na língua desejada – com um também poderoso motor de text-to-speech.

Mas agora conseguiram dar um gigantesco passo à frente. O novo Google translator consegue identificar e traduzir imagens e placares, captados em tempo real através da câmara do Smartphone, sobrepondo a tradução ao original, com tecnologia de realidade aumentada.

Basta apontar o smartphone para o que quer traduzir e aparece, sobreposto à imagem, a tradução na língua que se quer. E isto numa questão de um ou dois segundos. E em 36 linguas diferentes. E sem ligação à Internet.



Outras características são o permitir agora também o reverso speech-to-text, onde o utilizador pode falar na sua língua natal e a aplicação devolve, também em voz, o seu texto devidamente traduzido na língua que se deseja. E em 6 línguas diferentes.

A App consegue ainda diferenciar diferentes vozes numa conversação, e traduzir os dois intervenientes, num quase simultâneo.

Fantástico, não?

A App está disponível gratuitamente para iOS e para Android e é, sem dúvida, a melhor aplicação do género.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

As 5 razões de sucesso da Uber

Hoje resolvi falar sobre o que considero serem as 5 principais razões do sucesso da Uber.



A Uber dá cartas em diversos países, é cada vez mais uma escolha no transporte individual (e por vezes colectivo) e, embora envolta em algumas polémicas e proibições geradas essencialmente pelos players do status quo, é um sucesso.

Também em termos económicos e de modelo de negócio a Uber dá cartas - está avaliada em 10Bn - já tem diversos concorrentes e não pára de inovar.

Aliás, em termos de notoriedade, é de realçar que o próprio nome faz já parte do léxico, especialmente na Europa do norte: “Uber” é já sinónimo de transporte, assim como Taxi, Tube, Bus, etc.

A Uber também já provocou mexidas no próprio segmento onde se insere. Caso de diversas aplicações para smartphone ligadas a táxis e alugueres de viaturas com motorista que pululam por aí.

Em Portugal temos já o Meo-Taxi (que já falei noutro post) ou no Taxi99 – um conceito importado do Brasil e que conta já com cerca de 200 Taxis em Lisboa. E o conceito é sempre o mesmo: Fazer a ponte entre o consumidor e o provider, entre o cliente e o transporte, através de uma aplicação que está na mão de ambos.

Então porque é que a Uber continua a crescer e a representar uma ameaça tão grande para os ”poderes instalados”?

E, para mim, a resposta é simples. É por causa destas 5 razões:

1 – É fácil – A app é das coisas mais simples. Pouco mais tem que um botão. O pagamento ser directamente ao cartão de crédito - não se “sente” imediatamente na carteira e pode ainda ser adiado para o final do mês, ou pago em prestações – é uma grande vantagem. E elimina os trocos e notas, numa era em que o plastic-money é cada vez mais dominante.

2 – É trendy – Cada vez mais é moda, até em Portugal, utilizar Uber. Quer a versão Black, quer a versão X. É urban-chique :)

3 – Não é assim tão caro - Comparado com os táxis normais, um trajecto Uber Black custa pouco mais – cerca de 25%. Em relação ao uber X o valor é sensivelmente o mesmo que um táxi.

4 – Sabe-se, de antemão, quanto vai custar – Este é, para mim, um dos grandes factores de sucesso. Saber quanto vai custar a viagem antes de a iniciar. E esse cálculo não depende de factores humanos mas sim de uma aplicação informática. Assim não há “brincadeiras“ infelizmente tão bem conhecidas de todos como dar a volta à cidade para fazer 500m. A informática traz, neste caso, o garante da imparcialidade e da racionalização. E isto é uma característica que nenhuma outra app tem.

5 – As pessoas estão dispostas a pagar pela qualidade – e, last but not least, este é, para mim, o grande factor diferenciador. Quer na versão Black quer na versão X, os motoristas são simpáticos, cordiais, educados e profissionais. Só conversam o que o cliente quer, não se atravessam à frente dos outros nem insultam a família de um qualquer incauto, como infelizmente vemos tantas vezes na nossa “praça”. Os carros estão sempre limpos, ligeiramente perfumados, cuidados. E isto faz toda a diferença.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Estudo inovador sobre uso da Internet

Hoje quando ia escrever o meu post, apercebi-me que a matéria já me tinha sido "dada", pelo meu caríssimo Manuel Falcão e pelo estudo "Um dia das nossas vidas na Internet", lançado ontem pela Nova Expressão/Marktest.



Este estudo, na realidade um estudo sobre hábitos de consumo de Internet no panorama nacional, é curiosíssimo e traz-nos novidades em barda, como a frequência com que o Português acede à net, quando e em que suporte, de onde acede, em que device e, mais interessante ainda, para fazer o quê.

O estudo realizado com uma amostra já considerável - quase 1000 pessoas - debruça-se também sobre os conteúdos consumidos, comércio electrónico, banca online e, claro, a "jogatana" online e todo o restante lazer.

Vale, realmente, a pena consultar:

Um Dia Das Nossas Vidas na Internet - Versão integral (pdf - 3.8Mb)

P.S - uma dica: ver com atenção a parte referente ao multiscreen. Depois não digam que eu não avisei.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Anonymous declaram (ciber)guerra ao estado islâmico

Num vídeo postado ontem ao final do dia no youtube, o colectivo hacker "Anonymous" declara Guerra aos sites e media sociais do estado islâmico.

Na mensagem, dirigida a “Al Qaeda, Islamic State et autres terroristes” lida em francês, um individuo com a costumeira máscara de Guy Fawkes e voz distorcida electronicamente afirma esta declaração de ciberguerra a todos os sites, media sociais e contas electrónicas de grupos terroristas, seus afiliados e simpatizantes.

A operação tem o nome de #opCharlieHebdo e, segundo a declaração, pretende constituir-se como uma resposta ao ataque terrorista da passada quarta-feira e procura, desta forma, "vingar os assassínios dos repórteres e policias".



Este vídeo 24 horas depois, tem já mais de 220 mil visitas e foi já seguido por um segundo vídeo com o ponto de situação dos ciberataques.

Isto está bonito, está...