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terça-feira, 7 de junho de 2016

Meeker Report 2016

E cá está ele, o INTERNET TRENDS 2016 de Mary Meeker.



Documento imprescindível para quem anda nestas coisas do digital, já saiu o report de 2016 de Mary Meeker.
A apresentação tem 212 páginas e cobre tudo (ou quase tudo) o que se passa na internet: reports, novos trends, direcções, expectativas e análises do que é e do que vai ser.

O documento, sempre tão esperado, foi apresentado na CODE CONFERENCES que teve lugar entre 31 de Maio e 2 de Junho na Califórnia, e Mary Meeker apresentou-o em cerca de 25 minutos, o que dá cerca de 8 slides por minuto - prova que Mary Meeker sabe perfeitamente que este tipo de documentos é para analisar como trabalho de casa.

O Internet Trends 2016 pode ser folheado aqui abaixo,





e também pode fazer o download em pdf (para o tal trabalho de casa) aqui: http://www.kpcb.com/file/2016-internet-trends-report


Boas leituras.

terça-feira, 28 de julho de 2015

O "hack" de um carro... à distância

A tecnologia está cada vez mais presente á nossa volta. É no local de trabalho, em casa, nos electrodomésticos, etc. E nos transportes públicos e também nos nossos automóveis.
Mas com a tecnologia, vem os riscos agregados de ataques cibernéticos.

Convenhamos, a tecnologia é “apenas” um conjunto de linhas de código que alguém escreveu e que os computadores interpretam e executam. E muitas vezes nem temos noção que aquelas features que tanto gostamos e que custaram tão caro no nosso automóvel de última geração são também uma porta de entrada aberta ao mundo.

Os automóveis de hoje em dia, nomeadamente a categoria que ganhou o epíteto de “connected car” ligam-se à Internet para ir buscar dados de GPS, acesso a email e messaging, musicas e capas de álbuns, dados, etc.
E ao ligarem-se à Internet permitem que, se as protecções não estiverem ao nível de tudo o resto, que exista um modo de alguém poder hackar o carro e tomar conta do mesmo.

Foi o que aconteceu com uma experiência de 2 hackers norte americanos, Charlie Miller e Chris Valasek, que, remotamente, entraram e controlaram um Jeep Cherokee, enquanto estavam comodamente sentados no seus sofás a mais de 16Km de distância.

Foto: Wired 


Através da Internet, conseguiram ligar o ar condicionado do veículo, a buzina, a música do carro (em volume máximo), o limpa-vidros, etc.

Mas mais impressionantemente ainda, conseguiram controlar os novos sistemas de condução assistida do veículo (que, bem vistas as coisas, é apenas o computador do carro a tomar conta da condução) e, remotamente, trancar as portas, desligar o motor e desactivar os travões em andamento. E tudo isto com o condutor completamente impotente.

É ver o vídeo da Wired:


Entretanto a Fiat já veio a público chamar todos os veículos da gama Cherokee, para lhes aplicar um patch de segurança contra este tipo de hacking.

Este projecto de Charlie Miller e Chris Valasek é um valente alerta para a indústria automóvel e o código do hack vai ser tornado público para as marcas se poderem precaver e instalar firewalls e sistemas de segurança mais complexos.

Medo!

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Redes Sociais cada vez mais para buscar informação

Mais um post, longínquo, aqui no Digital Age:

Então não é que o local onde os Portugueses (pelo menos 80% da faixa dos 15 aos 24 anos) vão à procura de informação é mesmo o Facebook?!

Quem diria?

Os dados são do Bareme Imprensa Crossmedia da Marktest, que nos diz que 1.4 milhões de pessoas em Portugal lê notícias nas redes sociais e usa-as como fonte primária de pesquisa.
Este número representa mais de 67% dos internautas nacionais que leem notícias.


Este estudo da Marktest demonstra ainda que os números decrescem com a idade, sendo que na faixa dos maiores de 64 anos esta tendência é de apenas 36.4%.

A questão que se coloca (e quem anda pelas "redes" facilmente se identificará com o que vou escrever de seguida) é a fidedignidade e actualidade dessa informação. Os posts e reposts de notícias antigas como se fossem actuais, ou mesmo de artigos falsos de pseudo-imprensa representam o busílis do assunto. Mas enfim...

Em todo o caso, para ver os números completos deste estudo, basta clicar aqui.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Dia da Internet Segura

Hoje é o dia mundial da segurança na Internet.


Este dia procura chamar a atenção para a quantidade e tipo de informação que disponibilizamos nos serviços online, as ameaças à segurança individual e colectiva e, acima de tudo, que o hacking e rapto de dados não acontecem só às grande empresas e de elevada visibilidade.

Este ano, este dia tem como lema “Let’s create a better internet together” e conta com uma série de iniciativas por todo o mundo, para chamar a atenção para a questão da segurança.

Em Portugal, pouco se sabe ou fala acerca do assunto, mas existe uma iniciativa nacional, no âmbito da Fundação para a Ciencia e Tecnologia, que opera desde 2007, chamada PTSIC (Portuguese Safer Internet Centre), tutelada pelo ministério da Educação e Ciência que envolve ainda a DGE (Direcção Geral da Educação), a Fundação para a Computação Científica Nacional , o Instituto Português do Desporto e Juventude, e a Microsoft, que é responsável por criar eventos que levem á divulgação das ameaças e segurança na Internet.

Esta iniciativa tem um site em http://www.internetsegura.pt/ que, como "comemoração" do dia, lançou hoje uma app móvel  (iOS/Andoid) que “permite ao utilizador identificar uma extensa lista de riscos inerentes às tecnologias de comunicação, indicando quais as melhores práticas para estar seguro online”.

Numa outra dimensão, a Google lançou hoje a sua iniciativa que procura levar as pessoas a verificarem os seus conteúdos e devices para eventuais fugas de informação e segurança. Como tal disponibilizou uma ferramenta online para verificar, na rede Google, todos os aspectos relacionados com segurança e privacidade, e para quem fizer este security checkup até ao final do mês, a Google oferece 2Gb extra de alojamento no Googledrive/Gmail.

Basta aceder AQUI

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Ver TV online é já trend em Portugal

É verdade. Ver TV online, quer seja em computador, tablet ou telemóvel é já um trend seríssimo em Portugal.

Com principal incidência nos jovens entre os 14 e os 30, onde atinge cerca de 30% dos indivíduos do estudo Bareme Internet da Marktest, o total representa já 14% do total, correspondendo a 1,2M de pessoas.



O estudo revela ainda que são os homens que mais usam esta nova forma de ver TV, 20.9% e as mulheres apenas 8,3%, sabido que é a maior apetência masculina por gadgets e o mundo online.

O estudo da Marktest mostra também que, em termos de classe social, as mais elevadas são as que mais adoptaram este trend, obviamente pela maior capacidade de investir em tecnologia de ponta, necessária para aceder a este tipo de conteúdo que exige maior largura de banda e maior capacidade de processamento.

Estes valores devem fazer os marketeers pensar, especialmente no que respeita à migração dos conteúdos televisivos para plataformas complementares, ou mesmo para a criação de conteúdos televisivos exclusivos para plataformas online. Como se faz lá fora.

O estudo completo está AQUI

Edit: De notar ainda que, já no início do mês de Dezembro, a Marktest tinha já publicado um estudo onde afirmava que dois em cada três jovens (15 aos 24 anos) já utilizava dispositivos portáteis para ver vídeos na Internet.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Somos já 5.5 Milhões de “internéticos”, em Portugal

Segundo o Bareme Internet 2014, da Marktest, lançado há pouco, os portugueses online são já 5,5 milhões, ou seja 64% do universo de pessoas maiores de 15 anos, que vivem no continente.



De um número que em 1997 era apenas de 6,3% - lembro-me de em 95 sermos apenas uma mão-cheia – até ao presente número, o crescimento foi de 10X nestes 17 anos.



Segundo o mesmo barómetro, no que respeita ao perfil de utilizadores, entre os quadros médios, superiores e estudantes, o acesso corresponde a 100%, assim como entre os jovens 15-24, de classe social alta, o valor ronda os 99% de penetração.

E já que falo de números, se alargarmos a análise para o resto do mundo, o site InternetLiveStats afirma que cerca de 40% do total da população mundial tem hoje acesso à internet, enquanto em 1995 este valor era apenas de 1%.

Em termos absolutos, estamos a falar de cerca de 3 mil milhões de pessoas ligadas (mais concretamente 2.981 milhões) estimando-se que o número redondo 3bn seja ultrapassado ainda este ano.
Deste total, 48% correspondem à Ásia, 21,8% à America e apenas 19% à Europa.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Mapa de todos os equipamentos ligados à Internet no Mundo

A imagem abaixo é um mapa de todos os equipamentos ligados à Internet no mundo. Quer sejam computadores, tablets, smartphones, carros, TVs, frigoríficos, torradeiras, tudo.

Clique para aumentar o mapa


A imagem foi gerada por John Matherly, um “internet cartographer” que no dia 2 do passado mês de Agosto fez um ping a todos os equipamentos ligados à Internet no mundo (Ping é um comando de rede que envia um pacote de informação a um determinado endereço IP e pede uma confirmação – echo – de que o tal pacote chegou). Esta operação durou 5 horas, embora a imagem acima tenha demorado mais de 12 horas a gerar.

Os mais entendidos saberão que há equipamentos (servidores e outros) que podem estar configurados para não responder a estes pedidos, por questões de segurança, e portanto o mapa não pode ser considerado uma fotografia 100% fidedigna de todos os equipamentos ligados, mas em todo o caso fornece uma análise muito interessante da dispersão e concentração do mundo online, no momento em que foi obtida.

Como qualquer fotografia, a imagem representa a realidade num determinado momento - neste caso as tais 5 horas – e assim os dados obtidos não consideram os equipamentos que possam estar na altura desligados, pelo que John Matherly já afirmou que quer fazer em breve novas experiências similares para depois juntar os resultados e ter uma imagem mais completa.

Em todo o caso, a imagem é, como diria Darth Vader, Impressive!

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Estado da Internet (nacional) em Junho

A Marktest fez sair os resultados do seu "Netpanel Meter" referentes ao mês de Junho.

Segundo este barómetro da Marktest, o número de utilizadores diários de Internet foi em Junho o mais elevado desde o início do ano, registando 2,9M / diários.

Ao longo do mês, foram visitadas mais de 7,7bn de páginas, tendo cada utilizador visto, em média, 1398 páginas. Em número de horas de navegação, a média centrou-se nas 132 milhões de horas, tendo cada utilizador despendido à volta de 23 horas e 49 minutos na Internet.

Em relação a o que os utilizadores fazem na Internet, os domínios mais visitados foram o Google e o Facebook, embora em número de pageviews, o resultado se inverta, apresentando o Facebook a média mais elevada.

 


Para mais informações, o estudo está disponível AQUI

quinta-feira, 10 de julho de 2014

HOAXs

Hoje inauguro uma rubrica temática no DIGITALAGE. Os Hoaxs.

O que quer dizer que, de tempos a tempos, vou escrever sobre os mais divertidos, absurdos, embirrentos, hilariantes e absurdos Hoaxs da Internet (o que cai “que nem ginjas” na tópico de Vida Online deste blog).



E o que são Hoaxs, pergunta o amigo leitor?

Em primeiro: A fonética. Como se lê "Hoax" e qual é a pronuncia correcta?:


Em segundo, o que é um Hoax?
Ora um hoax é uma informação construída de propósito para enganar. Uma brincadeira, mais ou menos séria, cujos objectivos podem ser mais ou menos nefastos, mais ou menos divertidos.

O hoax sempre andou por aí (os especialistas dizem que a palavra provém do “hocus” – contracção de “hocus-pocus”, frase de raízes anglo-saxónicas relacionada com a magia e o ilusionismo) pelo menos desde o século XXVIII. A sua tradução é, mais ou menos, “to cheat” – enganar.

Embora os hoaxs sejam realmente antigos, a Internet veio trazer um palco e uma dimensão fantástica a esta actividade, e de vez em quando surge uma notícia, um vídeo uma imagem, que engana meio-mundo e depois se vem a perceber que, pronto, era um Hoax.

E agora que está explicado, e inaugurado o tema, deixo-vos com o primeiro:

  • Tema: Fantástico artista consegue imitar 29 celebridades a cantar uma musica original
  • Alcance: quase 7 milhões de visualizações em menos de 2 semanas




E a desmistificação:


sexta-feira, 27 de junho de 2014

Quantos são e o que fizeram os portugueses na Net, em Maio

Sairam os dados referentes ao mês de Maio, do painel NetPanel Meter da Marktest, e é sempre bom (principalmente para que trabalha ou se interessa por estas coisas) dar uma olhadela ao mais completo estudo regular sobre internet e vida digital do nosso país.

Segundo esta análise, os resultados mais interessante são os seguintes:

Em Maio de 2014

- 5,4M portugueses navegaram na internet a partir de computadores pessoais;
- Foram visitadas cerca de 7,7 mil milhões de páginas;
- Cada user visitou, em média, 1406 páginas;
- o tempo dispendido online foi, no total 127 milhões de horas;
- Cada user dispendeu, em média 23h19 online;
- O site mais visitado foi o Google, seguido do Facebook e Youtube;
- Embora o Facebook seja o site com mais páginas visitadas, de longe;




Toda a análise pode ser consultada, gratuítamente, AQUI

quarta-feira, 18 de junho de 2014

O linguajar da Internet

A internet, desde o seu início (ou pelo menos desde 1994, que foi quando a visitei a primeira vez), foi sempre pródiga em ter a sua própria linguagem, expressões, abreviaturas e acrónimos.

Frequentemente as pessoas [leia-se utilizadores mais recentes (leia-se novatos)] deparam por vezes com expressões completamente ininteligíveis, com frases inteiras completamente indecifráveis, muitas vezes em troca de documentação séria e profissional, nomeadamente em contactos anglo-saxónicos ou inspirados.



Não falo nos "k" em vez dos "que", do "x" e outras abreviações tão em moda por cá.

Falo dos verdadeiros acrónimos, daqueles que, num email completamente insuspeito podem surgir e colocar dúvidas na comunicação, como por exemplo receber a enigmática frase "RFC on that" ou "ARO COD shipment" que querem apenas dizer "Request For Comments on that" e "After Receipt of Order Cash On Delivery shipment".

Assim, e para ajudar, compilei abaixo alguns acrónimos profissionais mais comuns:

AAMOF - as a matter of fact
ACK - Acknowledge
ATB - All the best
AKA - Also known as
ARO -  After Receipt of Order
BTW - By the way
CAR - Contractor's All Risk
COD - Cash on delivery
CVP - Customer Value Proposition
FYI - For Your Information
h/c - Handcrafted
IMHO - In my humble opinion
IIRC - If I Remember Correctly
KOL - Key Opinion Leader
LOI - Letter of Intent
NDA - Non Disclosure Agreement
PWD - Password
RFC - request for comments


E alguns mais informais...

AFK - Away from keyboard
ASL - age / sex /location
BBL - Be back later
BFFL - Best friends for life
BTDT - Been There Done That
BRB - Be right back
BS - Bullsh*t
CU - See you
IMAO - In My Arrogant Opinion
LOL - Laughing out Loud / Lots of Laughs
LMFAO - Laughing My Fu**ing A** Off
L8ER - Later
ROTFLOL - Rolling On The Floor Laughing Out Loud
RTFM - Read the fu**ing manual
RUOK - Are you OK
ROTFL - Rolling on the floor laughing
TTYL - Talk To You Later

A lista mais completa de acrónimos está mesmo AQUI

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Relatório TRENDS 2014 - Obrigatório Ler

E mais uma vez saíu o relatório "Internet Trend Report" da rainha da Net Mary Meeker, da Kleiner Perkins Caufield & Byers.
E, neste caso, ao contrário do que um professor de faculdade sempre me disse, "mais uma vez" não corresponde a "uma vez a mais", já que este relatório sobre IT é por muitos considerado uma autentica biblia anual com dados valiosissimos sobre as tendências da Internet.

Quer se seja um player, um investidor ou simplesmente um curioso, vale a pena ler este relatório:

Clique na imagem para ler


Mary Meeker é uma ex-equity analyst de Wall Street e presentemente partner da Kleiner Perkins Caufield & Byers. Meeker é considerada por muitos como a "rainha da Internet", exactamente pelos seus relatórios anuais que ajudam a perceber (e muitas vezes a moldar) o futuro da indústria.