Mais um post, longínquo, aqui no Digital Age:
Então não é que o local onde os Portugueses (pelo menos 80% da faixa dos 15 aos 24 anos) vão à procura de informação é mesmo o Facebook?!
Quem diria?
Os dados são do Bareme Imprensa Crossmedia da Marktest, que nos diz que 1.4 milhões de pessoas em Portugal lê notícias nas redes sociais e usa-as como fonte primária de pesquisa.
Este número representa mais de 67% dos internautas nacionais que leem notícias.
Este estudo da Marktest demonstra ainda que os números decrescem com a idade, sendo que na faixa dos maiores de 64 anos esta tendência é de apenas 36.4%.
A questão que se coloca (e quem anda pelas "redes" facilmente se identificará com o que vou escrever de seguida) é a fidedignidade e actualidade dessa informação. Os posts e reposts de notícias antigas como se fossem actuais, ou mesmo de artigos falsos de pseudo-imprensa representam o busílis do assunto. Mas enfim...
Em todo o caso, para ver os números completos deste estudo, basta clicar aqui.
Digital trends, Comunicação digital, Novas Tecnologias, Redes sociais, E-marketing, E-politics, Vida Online
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quarta-feira, 1 de julho de 2015
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Estudo inovador sobre uso da Internet
Hoje quando ia escrever o meu post, apercebi-me que a matéria já me tinha sido "dada", pelo meu caríssimo Manuel Falcão e pelo estudo "Um dia das nossas vidas na Internet", lançado ontem pela Nova Expressão/Marktest.
Este estudo, na realidade um estudo sobre hábitos de consumo de Internet no panorama nacional, é curiosíssimo e traz-nos novidades em barda, como a frequência com que o Português acede à net, quando e em que suporte, de onde acede, em que device e, mais interessante ainda, para fazer o quê.
O estudo realizado com uma amostra já considerável - quase 1000 pessoas - debruça-se também sobre os conteúdos consumidos, comércio electrónico, banca online e, claro, a "jogatana" online e todo o restante lazer.
Vale, realmente, a pena consultar:
Um Dia Das Nossas Vidas na Internet - Versão integral (pdf - 3.8Mb)

Este estudo, na realidade um estudo sobre hábitos de consumo de Internet no panorama nacional, é curiosíssimo e traz-nos novidades em barda, como a frequência com que o Português acede à net, quando e em que suporte, de onde acede, em que device e, mais interessante ainda, para fazer o quê.
O estudo realizado com uma amostra já considerável - quase 1000 pessoas - debruça-se também sobre os conteúdos consumidos, comércio electrónico, banca online e, claro, a "jogatana" online e todo o restante lazer.
Vale, realmente, a pena consultar:
Um Dia Das Nossas Vidas na Internet - Versão integral (pdf - 3.8Mb)
P.S - uma dica: ver com atenção a parte referente ao multiscreen. Depois não digam que eu não avisei.
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Um novo mercado para as compras online: o WC
Um recente estudo da Showroomprive revelou que mais de 52% das mulheres portuguesas levam o telemóvel para o WC quando se dedicam às suas necessidades fisiológicas.
O mesmo estudo demonstra também que 33% levam mesmo um tablet para o "Roupeiro das Águas" (Water Closet - WC).
E, o mais interessante deste estudo “Showroomprive Smart Shopping Satisfaction 2014” é que 16% confessam que já efectuaram compras online a partir desse local.
O mesmo estudo demonstra ainda que 27% das nobres representantes do sexo feminino já usam o smartphone para efectuar as suas compras, apontando a facilidade do meio e o não perder tempo como razões para tal. Ainda 53% confessaram ter agora novas técnicas de compra graças ao “online”, apostando nas promoções e diversidade como elementos diferenciadores.
Mas voltando ao titulo do post, eis então que se apresenta um novo media para os marketeers: As paredes dos WCs públicos femininos, que pode estar cheinho de informação de lojas e das últimas promoções.
Fica a dica (depois mandem o cheque com a minha comissão da ideia, sim?)
O mesmo estudo demonstra também que 33% levam mesmo um tablet para o "Roupeiro das Águas" (Water Closet - WC).
E, o mais interessante deste estudo “Showroomprive Smart Shopping Satisfaction 2014” é que 16% confessam que já efectuaram compras online a partir desse local.
O mesmo estudo demonstra ainda que 27% das nobres representantes do sexo feminino já usam o smartphone para efectuar as suas compras, apontando a facilidade do meio e o não perder tempo como razões para tal. Ainda 53% confessaram ter agora novas técnicas de compra graças ao “online”, apostando nas promoções e diversidade como elementos diferenciadores.
Mas voltando ao titulo do post, eis então que se apresenta um novo media para os marketeers: As paredes dos WCs públicos femininos, que pode estar cheinho de informação de lojas e das últimas promoções.
Fica a dica (depois mandem o cheque com a minha comissão da ideia, sim?)
terça-feira, 1 de julho de 2014
O dia em que o Facebook fez de Deus
O Facebook recentemente brincou connosco. A sério. Muito a sério.
Simplesmente, em nome de um estudo comportamental que queria fazer acerca da sua própria influência na vida dos seus utilizadores, manobrou os posts que apareciam na timeline de 689,003 utilizadores, sem o seu conhecimento, de modo a que a uns só aparecessem posts emocionalmente negativos e a outros posts emocionalmente positivos.
E depois ficou à espera para ver o que essas “cobaias” escreviam nos seus próprios murais, para verificar se os seus posts reflectiam essa negatividade ou positividade a que estavam sujeitos.
Este estudo durou uma semana, decorreu em 2012 e foi levado a cabo pelo próprio Facebook em colaboração com as universidades norte-americanas de São Francisco e de Cornell.
É verdade que, no registo, o Facebook avisa que “may use the information we receive about you…for internal operations, including troubleshooting, data analysis, testing, research and service improvement.” mas não é, de certeza, para dar permissão para nos transformar em ratinhos de laboratório que clicamos no “Aceitar”.
E as consequências? Somos seres sociais que interagimos, influenciamos e somos influenciados pelos nosso pares e referenciais. Será que ninguém alterou a sua vida e/ou a vida de outros por causa da influência do seu mood provocado pelo que estava a ler dos seus contactos e links?
Vale tudo? Porque é que o Facebook, sendo tão grande e com tanto músculo financeiro, não reuniu um painel, um focus group com milhares de voluntários para fazer isto?
Há linhas que, só porque podem, não devem ser atravessadas e o Facebook acabou de atravessar uma.
Para além da questão ética e moral, a partir deste momento quem pode realmente confiar no que aparece na sua timeline? Quem não se vai interrogar “hoje está tudo tão negativo, será que…”
O estudo está disponível para consulta AQUI
Simplesmente, em nome de um estudo comportamental que queria fazer acerca da sua própria influência na vida dos seus utilizadores, manobrou os posts que apareciam na timeline de 689,003 utilizadores, sem o seu conhecimento, de modo a que a uns só aparecessem posts emocionalmente negativos e a outros posts emocionalmente positivos.
E depois ficou à espera para ver o que essas “cobaias” escreviam nos seus próprios murais, para verificar se os seus posts reflectiam essa negatividade ou positividade a que estavam sujeitos.
Este estudo durou uma semana, decorreu em 2012 e foi levado a cabo pelo próprio Facebook em colaboração com as universidades norte-americanas de São Francisco e de Cornell.
| Experimental evidence of massive-scale emotional contagion through social networks |
É verdade que, no registo, o Facebook avisa que “may use the information we receive about you…for internal operations, including troubleshooting, data analysis, testing, research and service improvement.” mas não é, de certeza, para dar permissão para nos transformar em ratinhos de laboratório que clicamos no “Aceitar”.
E as consequências? Somos seres sociais que interagimos, influenciamos e somos influenciados pelos nosso pares e referenciais. Será que ninguém alterou a sua vida e/ou a vida de outros por causa da influência do seu mood provocado pelo que estava a ler dos seus contactos e links?
Vale tudo? Porque é que o Facebook, sendo tão grande e com tanto músculo financeiro, não reuniu um painel, um focus group com milhares de voluntários para fazer isto?
Há linhas que, só porque podem, não devem ser atravessadas e o Facebook acabou de atravessar uma.
Para além da questão ética e moral, a partir deste momento quem pode realmente confiar no que aparece na sua timeline? Quem não se vai interrogar “hoje está tudo tão negativo, será que…”
O estudo está disponível para consulta AQUI
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